Ucrânia acusa Rússia de executar centenas de prisioneiros de guerra
Governo ucraniano denuncia execuções sistemáticas de soldados, enquanto a ONU confirma 129 casos de mortes de prisioneiros desde o início do conflito.
Pontos principais
- A ONU confirmou 129 execuções sumárias de prisioneiros de guerra ucranianos por tropas russas.
- Autoridades da Ucrânia estimam que o número real de execuções pode ultrapassar 900 casos desde 2022.
- A Procuradoria-Geral da Ucrânia investiga as mortes como uma política deliberada de Moscou.
- Moscou nega as acusações e alega que Kiev também comete violações contra prisioneiros russos.
- As Convenções de Genebra estabelecem proteção obrigatória para soldados que se rendem.
O governo da Ucrânia denunciou uma prática sistemática de execuções de prisioneiros de guerra por forças russas, alegando que o número de vítimas pode chegar a 900 desde o início da invasão em 2022. A denúncia é corroborada por um relatório da ONU, que validou 129 casos de execuções sumárias de soldados desarmados. A Procuradoria-Geral ucraniana conduz investigações para determinar se as mortes fazem parte de uma diretriz estratégica de Moscou. Em resposta, o governo russo nega as alegações e contra-ataca, acusando Kiev de realizar infrações semelhantes contra militares russos capturados. O caso levanta preocupações graves sobre o cumprimento das Convenções de Genebra, que garantem proteção humanitária a combatentes que se rendem. A escalada das denúncias intensifica a pressão internacional por investigações independentes sobre crimes de guerra cometidos durante o conflito.
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