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Americano que promovia cultura chinesa é forçado a deixar cargo

Edward Kuperman, graduado em Yale, deixou a China após ser alvo de acusações de espionagem em meio a um clima de desconfiança contra estrangeiros.

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Foto: SCMP - China
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06/08 às 06:31

Pontos principais

  • Edward Kuperman, formado em Yale, atuava na promoção da cultura chinesa em Dunhuang.
  • A agência estatal Xinhua chegou a elogiar a trajetória de Kuperman em junho de 2026.
  • Dois meses após o elogio, o americano tornou-se alvo de campanhas online que o acusavam de ser um espião.
  • A pressão pública forçou Kuperman a abandonar seu posto de trabalho no país.
  • O episódio ilustra o aumento da hostilidade e desconfiança em relação a estrangeiros na China atual.

O caso de Edward Kuperman, um graduado da Universidade de Yale que vivia em Dunhuang, destaca a volatilidade do ambiente para estrangeiros na China. Embora tenha sido inicialmente celebrado pela mídia estatal, como a agência Xinhua, em junho de 2026, por seu papel na promoção da cultura local, Kuperman tornou-se alvo de intensas acusações de espionagem apenas dois meses depois. A rápida mudança na percepção pública, impulsionada por campanhas online, forçou o americano a deixar seu emprego e o país. Este incidente reflete um clima de crescente desconfiança e nacionalismo, onde figuras estrangeiras, mesmo aquelas alinhadas aos interesses de divulgação cultural do governo, tornam-se vulneráveis a narrativas de segurança nacional. A situação sublinha os desafios enfrentados por estrangeiros em um cenário geopolítico marcado por tensões e vigilância elevada.

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