MPF denuncia empresas por despejo de resíduos na Baía de Guanabara
Duas empresas de reparo naval foram denunciadas por operar sem licença e descartar resíduos perigosos na Baía de Guanabara por sete anos.
Pontos principais
- As empresas Selano Trade e PSA Reparos Navais atuavam sem licença ambiental no bairro do Caju.
- Investigações apontaram o descarte irregular de resíduos oleosos e gases inflamáveis na região.
- O MPF pede R$ 1,45 milhão como valor mínimo para a reparação dos danos ambientais causados.
- A denúncia foi fundamentada em fiscalizações do Inea e laudos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli.
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra as empresas Selano Trade Reparos Navais e PSA Reparos Navais por crimes ambientais cometidos na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Segundo a acusação, os estaleiros operaram de forma irregular no bairro do Caju entre fevereiro de 2018 e fevereiro de 2025, sem possuir as devidas licenças ambientais. Durante esse período, foram identificados o armazenamento inadequado e o despejo de resíduos oleosos e cilindros de gases inflamáveis diretamente nas margens da baía. A ação baseia-se em laudos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli e fiscalizações do Inea. O MPF busca agora a condenação das empresas e solicita a fixação de R$ 1,45 milhão para a reparação dos danos causados ao ecossistema local, destacando a gravidade da poluição contínua em uma área já fragilizada.
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