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Estudo da USP aponta compatibilidade entre redistribuição e dívida pública

Pesquisa do MADE/USP indica que políticas de redistribuição de renda podem coexistir com a estabilidade fiscal e o equilíbrio das contas públicas.

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Foto: Jornal da USP
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05/08 às 15:32

Pontos principais

  • O estudo foi conduzido pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (MADE) da USP.
  • A análise contesta a visão de que gastos sociais são inerentemente prejudiciais ao equilíbrio fiscal.
  • O modelo sugere que o fortalecimento econômico via redistribuição pode favorecer a sustentabilidade da dívida no longo prazo.
  • O trabalho visa fornecer subsídios técnicos para o debate sobre a gestão da dívida e políticas públicas no Brasil.

Um estudo recente realizado pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (MADE) da USP desafia a percepção de que políticas de redistribuição de renda são incompatíveis com a responsabilidade fiscal. A pesquisa propõe um modelo onde o investimento em justiça social atua como um motor de fortalecimento econômico, gerando efeitos positivos que auxiliam na manutenção da estabilidade da dívida pública a longo prazo. Ao contestar a ideia de que gastos sociais são necessariamente prejudiciais ao equilíbrio das contas, o trabalho busca oferecer novos subsídios técnicos para o debate nacional sobre gestão pública. A relevância da análise reside na tentativa de conciliar objetivos de equidade social com as exigências de sustentabilidade das finanças do Estado, oferecendo uma perspectiva alternativa para o planejamento de políticas públicas no país.

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