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Estágio de foguete da SpaceX colide com a Lua e abre cratera

O segundo estágio de um foguete Falcon 9 atingiu a superfície lunar a 8.700 km/h, criando uma cratera de 18 metros e gerando dados científicos.

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Foto: Época Negócios
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05/08 às 07:33 · atualizado 17:35

Pontos principais

  • O impacto ocorreu na madrugada de quarta-feira, próximo às crateras Einstein e Bell.
  • O objeto, um estágio de foguete de quatro toneladas, viajava a 8.700 km/h no momento da colisão.
  • A NASA confirmou que o incidente não oferece riscos à Terra e que o descarte de estágios é comum.
  • A colisão gerou uma cratera estimada em 18 metros de diâmetro, segundo dados preliminares.
  • O foguete estava em órbita desde janeiro de 2025, após o lançamento de módulos de pouso lunar.
  • A agência espacial americana utilizou o Lunar Reconnaissance Orbiter para monitorar o local.
  • Astrônomos previram a trajetória de colisão com 100% de probabilidade antes do evento.
  • Cientistas consideram o impacto uma oportunidade rara para estudar a geologia e o subsolo lunar.
  • O evento reacendeu debates globais sobre o monitoramento de detritos espaciais em missões lunares.

Um estágio superior de um foguete Falcon 9, operado pela SpaceX, colidiu com a superfície da Lua na madrugada desta quarta-feira. O objeto, que pesava aproximadamente quatro toneladas, atingiu o solo lunar a uma velocidade de 8.700 km/h, resultando na formação de uma cratera de 18 metros de diâmetro. O impacto ocorreu em uma região próxima às crateras Einstein e Bell, sendo monitorado de perto por agências espaciais e observatórios terrestres. A NASA confirmou que a trajetória de colisão era conhecida e que o evento não apresenta qualquer risco para a Terra.

O componente espacial estava à deriva desde janeiro de 2025, quando foi utilizado para transportar módulos de pouso lunar. Embora o descarte de estágios de foguetes em órbita seja um procedimento tecnicamente aceito na indústria aeroespacial, o caso trouxe à tona discussões sobre o aumento do lixo espacial. Especialistas e organizações, como a Open Lunar Foundation, defendem a implementação de um registro global, denominado Lunar Ledger, para rastrear com maior precisão a movimentação de artefatos humanos na Lua e evitar colisões não planejadas.

Apesar da natureza acidental do choque, a comunidade científica classificou o evento como uma oportunidade única de estudo. Geólogos planetários esperam que a análise da cratera formada revele detalhes inéditos sobre a composição do subsolo lunar, incluindo a possível presença de gelo de água. A energia liberada na colisão, estimada como equivalente à explosão de 2,8 toneladas de TNT, fornece dados valiosos para modelos de impacto, auxiliando no planejamento de futuras missões de exploração e na construção de bases lunares mais seguras.

Para coletar informações detalhadas, a NASA utilizará o satélite Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) para mapear o local do impacto e registrar as características geológicas da nova cratera. Observatórios terrestres também registraram fenômenos associados ao choque, como a liberação de plumas de sódio e lítio. Os dados obtidos serão fundamentais para aprimorar a compreensão sobre como objetos artificiais interagem com corpos celestes, um conhecimento essencial à medida que a nova corrida lunar intensifica a presença humana e robótica no satélite natural.

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