Alliança Saúde pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 1,1 bilhão
A rede de diagnósticos protocolou plano na Justiça de São Paulo com adesão de 54% dos credores para reestruturar seu passivo financeiro.
Pontos principais
- O plano de recuperação extrajudicial visa renegociar um passivo total de R$ 1,1 bilhão.
- A proposta conta com a adesão de credores que representam 54% do montante da dívida.
- A estratégia principal prevê a conversão de créditos em ações da companhia ao preço de R$ 1 por papel.
- Credores podem optar por alternativas como parcelamento com deságio ou quitação à vista para valores menores.
- A gestão da empresa é controlada pela gestora Geribá Investimentos desde a saída de Nelson Tanure.
- Mais de 92% dos credores signatários do plano optaram pela conversão de seus créditos em participação acionária.
- A companhia reforçou que o processo é estritamente financeiro e não altera o atendimento a pacientes e operadoras.
A Alliança Saúde, proprietária de redes de diagnóstico como CDB, Cedimagem, Axial e Delfin, protocolou na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo um pedido de homologação de plano de recuperação extrajudicial. A medida busca reestruturar um passivo financeiro de R$ 1,1 bilhão, em um movimento que já era aguardado pelo mercado financeiro e que visa garantir a sustentabilidade operacional da companhia diante de seu atual nível de alavancagem.
O plano obteve o apoio de 54% dos credores, superando o quórum necessário para o protocolo. Entre as alternativas oferecidas para a renegociação, destaca-se a conversão de dívidas em equity, opção escolhida por mais de 92% dos credores signatários, incluindo a AFIP e médicos fundadores da rede. Outras modalidades incluem o pagamento de 30% do valor devido em 11 parcelas anuais ou a quitação integral de créditos de menor valor em um prazo de até 180 dias.
Esta reestruturação ocorre sob o controle do fundo Tessai, gerido pela Geribá Investimentos, que assumiu a gestão da empresa após a execução de ações anteriormente pertencentes ao empresário Nelson Tanure. Enquanto busca sanear suas contas, a companhia avalia estratégias adicionais, como a venda de ativos ou da própria operação, com o grupo Fleury sendo apontado por analistas como um dos potenciais interessados no negócio. A empresa ressaltou que o processo judicial não impacta a prestação de serviços, mantendo inalteradas as obrigações com pacientes, colaboradores e operadoras de saúde.
Cobertura da mídia
Alliança Saúde, proprietária da rede CDB, pede recuperação extrajudicial para negociar dívida de R$ 1,1 bilhão
Times Brasil • 5 ago, 16:54
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NeoFeed • 5 ago, 10:57
Alliança Saúde pede homologação de plano de recuperação extrajudicial com dívida de R$ 1,1 bi
Folha de São Paulo - Mercado • 5 ago, 09:59
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