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Alliança Saúde pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 1,1 bilhão

A rede de diagnósticos protocolou plano na Justiça paulista para reestruturar dívidas, contando com o apoio de 54% dos credores.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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05/08 às 09:03 · atualizado 11:07

Pontos principais

  • O plano de recuperação extrajudicial visa renegociar um passivo financeiro total de R$ 1,1 bilhão.
  • A proposta conta com a adesão de credores que representam 54% do montante total da dívida.
  • A estratégia principal prevê a conversão de parte dos débitos em participação acionária na companhia ao preço de R$ 1 por ação.
  • Mais de 92% dos credores signatários, incluindo a AFIP, optaram pela conversão de créditos em equity.
  • Alternativas incluem o parcelamento da dívida em 11 anos ou a quitação integral de valores menores em até 180 dias.
  • A gestão da empresa, controlada pela Geribá Investimentos, avalia a venda de ativos ou da própria companhia como parte da reestruturação.
  • O processo foi protocolado na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e aguarda homologação judicial.

A Alliança Saúde, rede que controla marcas como CDB, Cedimagem, Axial e Delfin, oficializou na Justiça de São Paulo o pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial. A medida busca reestruturar um passivo financeiro de R$ 1,1 bilhão, em um movimento que já era aguardado pelo mercado financeiro diante do cenário de endividamento da companhia. O plano foi aprovado pelo conselho de administração e obteve o apoio necessário de credores que representam 54% do montante total da dívida.

O pilar central da proposta é a conversão de créditos em participação acionária, precificada a R$ 1 por ação. Entre os signatários que optaram por essa modalidade estão médicos fundadores e a AFIP. Para os credores que não escolheram a conversão, o plano oferece alternativas como o parcelamento do débito em 11 parcelas anuais ou a quitação integral de créditos de menor valor em um prazo de até 180 dias. A empresa ressaltou que o processo é estritamente financeiro e não deve impactar a prestação de serviços aos pacientes e operadoras de saúde.

Sob o controle da gestora Geribá Investimentos, que assumiu a operação após a execução de ações de Nelson Tanure, a Alliança também avalia estratégias adicionais para fortalecer sua estrutura de capital, incluindo a possível venda de ativos ou da própria companhia. O grupo Fleury é apontado por analistas como um dos potenciais interessados em uma eventual aquisição. O sucesso da reestruturação depende agora da homologação judicial e da ratificação pelos acionistas, passos fundamentais para garantir a sustentabilidade operacional da rede no longo prazo.

Fonte primária

Alliança Saúde e Participações S.A. / CVM

Fato Relevante — Pedido de Homologação do Plano de Recuperação Extrajudicial

Em Fato Relevante datado de 05/08/2026, a Alliança (B3: AALR3) informa que protocolou, nessa data, o pedido de homologação de seu Plano de Recuperação Extrajudicial perante a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo (processo nº 4144507-69.2026.8.26.0100), nos termos da Lei 11.101/2005. O Plano abrange créditos sujeitos de aproximadamente R$ 1,1 bilhão e já conta com adesão de mais de 83 credores (financeiros, fornecedores, prestadores de serviço e locadores), representando ~54% dos créditos — quórum mínimo exigido pelo art. 163 da LFR. Mais de 92% do valor aderido optou pela conversão em ações (Opção A), incluindo a AFIP, associação de médicos fundadores da companhia. Demais opções: Opção B — 30% do crédito pago em 11 parcelas anuais após carência de 12 meses (remissão dos 70% restantes); Opção C — pagamento único de até R$ 15 mil por credor em 180 dias. Há também trilhas específicas para credores parceiros estratégicos (60 parcelas mensais) e locadores de imóveis (5 parcelas mensais). A companhia reafirma que a recuperação tem escopo estritamente financeiro, não atingindo obrigações com pacientes, colaboradores, operadoras e seguradoras de saúde. O pedido foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração e será submetido à ratificação em assembleia geral extraordinária.

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