Lucro da Vale cai 43% no 2º trimestre para R$ 6,84 bilhões
Impactada por custos operacionais e efeitos cambiais, a mineradora registrou queda no lucro, mas anunciou dividendos e novo programa de recompra.
Pontos principais
- Lucro líquido de R$ 6,84 bilhões no 2º trimestre, uma redução de 43% em relação ao mesmo período de 2025.
- Distribuição de R$ 8,64 bilhões aos acionistas aprovada para pagamento em setembro.
- Novo programa de recompra de até 100 milhões de ações, equivalente a 2,3% do capital social, com prazo de 18 meses.
- Receita líquida de R$ 53 bilhões, alta de 6% na comparação anual.
- Custos de produção de minério de ferro pressionados pela valorização do real e alta nos preços de combustíveis marítimos.
- Produção de minério de ferro atingiu o maior volume para um segundo trimestre desde 2018.
- Revisão das projeções de custo para 2026, com elevação nas estimativas para o minério de ferro e redução para cobre e níquel.
A Vale reportou lucro líquido de R$ 6,84 bilhões no segundo trimestre de 2026, resultado 43% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. O desempenho financeiro foi pressionado pela valorização do real, que impactou negativamente as receitas dolarizadas da companhia, além de um aumento nos custos operacionais e tributários. O resultado financeiro também sofreu com a marcação a mercado de derivativos, que reduziu o lucro em cerca de US$ 800 milhões.
Apesar da queda no lucro, a mineradora destacou resultados operacionais sólidos, com a maior produção de minério de ferro para um segundo trimestre desde 2018 e o melhor desempenho de cobre em nove anos. A empresa manteve sua estratégia de retorno aos acionistas, anunciando o pagamento de R$ 8,64 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, além de um novo programa de recompra de ações. A dívida líquida expandida encerrou o período em US$ 16,6 bilhões, refletindo o avanço nos programas de reparação de Brumadinho e Mariana.
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