A Vale registrou prejuízo de US$ 3,8 bilhões no 4T25 devido a baixas contábeis, mas o desempenho robusto da Vale Base Metals, impulsionado por cobre e níquel, aponta para um futuro promissor.
A Vale reportou um prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, um aumento de cinco vezes em relação ao ano anterior. Esse resultado negativo foi majoritariamente atribuído a baixas contábeis de US$ 3,5 bilhões em ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá, decorrentes de uma revisão das premissas de preço de longo prazo para o níquel, e uma baixa de US$ 2,8 bilhões em imposto diferido de subsidiárias. Além disso, provisões adicionais de US$ 449 milhões relacionadas à Samarco e suas obrigações no Reino Unido também contribuíram para o resultado operacional negativo. Apesar do prejuízo contábil, o desempenho operacional da mineradora demonstrou resiliência, especialmente no segmento de metais básicos.
O EBITDA ajustado da Vale somou US$ 4,6 bilhões, superando as projeções de analistas. Excluindo os efeitos não recorrentes, o lucro líquido proforma da Vale seria de US$ 1,5 bilhão, um aumento de 68% em relação ao ano anterior, impulsionado por maiores volumes de vendas e preços de minério de ferro e cobre. A Vale Base Metals foi destacada como protagonista nos resultados, com forte desempenho operacional. O cobre e o níquel, considerados minerais cruciais para a transição energética, impulsionaram o Ebitda de metais básicos para US$ 1.393 milhões, superando as projeções com aumento nas vendas de cobre (+18,8%) e níquel (+15,6%) e redução nos custos all-in para o cobre.
Analistas destacaram o sólido desempenho de custos da Vale, com redução no custo C1 do minério de ferro e nos custos de níquel, apesar da desvalorização do real. A produção de minério de ferro, cobre e níquel aumentou no 4T25, atingindo os maiores níveis desde 2018 para minério de ferro e cobre. Para o quarto trimestre de 2026, as expectativas são de um cenário robusto, com projeções de lucro líquido de US$ 2,9 bilhões e Ebitda de US$ 4,6 bilhões, impulsionado por preços mais altos do minério de ferro e aumento nos volumes de produção, além da contínua performance dos metais básicos. A dívida líquida expandida da empresa diminuiu para US$ 15,6 bilhões, e o fluxo de caixa livre (FCF) foi de US$ 1,7 bilhão.
No mercado de ações, a Vale (VALE3) valorizou cerca de 24% em 2026, atingindo uma máxima histórica de R$ 91,62. No entanto, recuou 0,95% no fechamento, indicando possível exaustão no curtíssimo prazo. A análise técnica aponta uma forte tendência de alta, com preços acima das médias móveis, mas o IFR em zona de sobrecompra sugere a probabilidade de ajustes técnicos. Apesar do prejuízo contábil, a maioria dos analistas mantém uma visão otimista para a Vale, reiterando recomendações de compra ou manutenção, com destaque para o potencial de crescimento do cobre e a resiliência do minério de ferro, embora um IPO da Vale Base Metals não seja prioridade no momento.
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