Justiça ordena que fornecedora restabeleça serviços da Oi após apagão
Corte de serviços por falta de pagamento da Oi afetou lotéricas e redes elétricas, levando a Justiça a exigir o religamento imediato.
Pontos principais
- O Grupo Sitelbra suspendeu serviços prestados à Oi devido a atrasos nos pagamentos.
- A interrupção afetou lotéricas da Caixa, sistemas de segurança na Bahia e redes da Enel no Ceará.
- A juíza Simone Chevrand determinou o restabelecimento dos serviços em 12 horas sob multa diária de R$ 5 milhões.
- A magistrada criticou a inércia do governo federal diante da crise financeira da operadora.
- A Oi atravessa um longo processo de recuperação judicial e dificuldades na venda de ativos.
A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o Grupo Sitelbra restabeleça, em até 12 horas, os serviços prestados à operadora Oi. A decisão da juíza Simone Chevrand, da 7ª Vara Empresarial, ocorre após a fornecedora suspender suas atividades por falta de pagamento, causando um apagão que impactou lotéricas da Caixa, sistemas de segurança na Bahia e a rede elétrica da Enel no Ceará. Sob pena de multa diária de R$ 5 milhões, a magistrada classificou a interrupção de serviços essenciais como inaceitável, independentemente da crise financeira enfrentada pela companhia. O episódio evidencia a fragilidade da Oi, que segue em processo de recuperação judicial e enfrenta dificuldades para concretizar a venda de sua divisão Oi Soluções. A juíza também apontou a falta de medidas do governo federal diante do risco de colapso da operadora, apesar de ter sido previamente notificado sobre a gravidade da situação.
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