Oi alerta para risco de interrupção operacional em agosto
Com queda projetada de 78% no caixa, a Oi informou ao Tribunal de Justiça que a continuidade de suas operações pode se tornar insustentável.
Pontos principais
- A disponibilidade financeira do grupo deve cair de R$ 88,1 milhões para R$ 19,6 milhões até o final de julho.
- A companhia opera sob recuperação judicial, com sentença de falência em primeira instância ainda sob análise.
- Recursos apresentados pelo Itaú Unibanco e Banco Bradesco contra a falência seguem suspensos no Tribunal de Justiça.
- O julgamento dos recursos está paralisado devido a um pedido de vista do desembargador Augusto Alves Moreira Júnior.
A Oi comunicou ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro um agravamento severo em sua situação econômico-financeira, projetando uma redução de 78% em sua disponibilidade de caixa até o final de julho de 2026. Segundo a empresa, o montante disponível deve encolher de R$ 88,1 milhões para R$ 19,6 milhões, cenário que, conforme o alerta emitido pela companhia, torna a manutenção de suas operações insustentável a partir de 1º de agosto.
O impasse ocorre em meio a um complexo processo de recuperação judicial que foi convertido em falência em primeira instância. Atualmente, o futuro da operadora depende da análise de recursos movidos pelo Itaú Unibanco e pelo Banco Bradesco, que contestam a decisão judicial. O julgamento dessas apelações, contudo, permanece suspenso após um pedido de vista do desembargador Augusto Alves Moreira Júnior, deixando o mercado e os credores em compasso de espera sobre a viabilidade operacional da empresa nos próximos meses.
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