Chuvas atípicas em julho ameaçam qualidade da safra de café arábica
O excesso de umidade durante o inverno de 2026 prejudicou a colheita e a secagem do café, gerando incertezas sobre a qualidade e o preço do produto.
Pontos principais
- O excesso de chuvas em julho comprometeu a etapa final da colheita e o processo de secagem dos grãos de arábica.
- Especialistas do Cepea alertam que a umidade pode reduzir a classificação e o valor de mercado do café brasileiro.
- Grãos afetados podem apresentar notas sensoriais indesejadas, como sabores acéticos ou medicinais.
- A extensão total dos prejuízos na safra 2026/2027 será confirmada apenas após o beneficiamento dos lotes.
As condições climáticas adversas registradas em julho de 2026 trouxeram preocupações significativas para o setor cafeeiro brasileiro. O inverno atípico, marcado por chuvas intensas nas regiões produtoras de café arábica, interferiu diretamente na fase final da colheita e na secagem dos grãos, etapas cruciais para garantir a qualidade da bebida. Segundo analistas do Cepea, a umidade excessiva pode resultar em uma queda na classificação dos lotes, impactando o valor de mercado do produto final. Baristas apontam que o problema pode alterar o perfil sensorial do café, introduzindo notas medicinais ou acéticas indesejadas. Diante desse cenário, o setor busca ajustar processos de torra e preparo para mitigar os danos. A real dimensão dos impactos na safra 2026/2027 e suas consequências para a exportação brasileira só serão mensuradas à medida que os lotes forem processados e comercializados nos próximos meses.
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