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CEO da Revolut é processado por suposta evasão de comissão em compra de iate

Nik Storonsky enfrenta ação judicial de 17,5 milhões de euros movida por corretora após a aquisição de um superiate de 350 milhões de euros.

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Foto: Época Negócios
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04/08 às 06:32 · atualizado 16:03

Pontos principais

  • A corretora Cecil Wright & Partners alega que Storonsky contornou procedimentos contratuais para evitar o pagamento de comissão.
  • O superiate de 102 metros, construído pelo estaleiro Lürssen, está avaliado em 350 milhões de euros.
  • A embarcação pertenceu anteriormente ao empresário brasileiro Daniel Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero.
  • A defesa do CEO da fintech Revolut nega as acusações e classifica o processo judicial como desprovido de mérito.

O CEO da fintech britânica Revolut, Nik Storonsky, tornou-se alvo de uma disputa judicial envolvendo a compra de um superiate de luxo avaliado em 350 milhões de euros. A ação foi movida pela corretora Cecil Wright & Partners, que pleiteia o pagamento de 17,5 milhões de euros em comissões. Segundo a empresa, o executivo teria negociado diretamente com o vendedor, contornando os trâmites contratuais padrão para evitar o pagamento da taxa de intermediação pela transação da embarcação de 102 metros, fabricada pelo estaleiro alemão Lürssen. O caso traz à tona detalhes sobre as finanças pessoais do bilionário à frente da startup financeira. O iate em questão possui um histórico notável, tendo pertencido ao empresário brasileiro Daniel Vorcaro, que foi investigado na Operação Compliance Zero. Após a prisão de Vorcaro em 2025, a embarcação foi recomprada pelo empresário Patrick Dovigi antes de ser adquirida por Storonsky. Em resposta às alegações da corretora, a defesa de Storonsky afirmou que a ação judicial não possui mérito, mantendo a posição de que a transação foi conduzida de forma regular. O litígio segue em tramitação, colocando em evidência os bastidores das negociações de ativos de alto valor no mercado náutico internacional.

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