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CEO da Revolut é processado por comissão em compra de superiate

Nik Storonsky enfrenta ação judicial da Cecil Wright & Partners por suposta omissão de comissão na aquisição de um iate de 350 milhões de euros.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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16/09 às 17:31, atualizado 20:02

Pontos principais

  • A corretora Cecil Wright & Partners exige 17,5 milhões de euros em comissão pela venda.
  • O superiate, avaliado em 350 milhões de euros, pertenceu anteriormente a Daniel Vorcaro e Patrick Dovigi.
  • A defesa de Storonsky alega que o executivo negociou de forma independente após localizar o dono via ChatGPT.
  • A disputa judicial tramita na Alta Corte de Londres.

O CEO da fintech Revolut, Nik Storonsky, é alvo de uma ação judicial movida pela corretora de iates Cecil Wright & Partners na Alta Corte de Londres. A empresa alega que Storonsky teria evitado o pagamento de uma comissão de 17,5 milhões de euros referente à compra de um superiate avaliado em 350 milhões de euros. Segundo a corretora, sua intermediação foi fundamental para a concretização do negócio, o que justificaria a cobrança dos valores.

Em sua defesa, os advogados de Storonsky sustentam que o executivo agiu de maneira independente durante a transação. Documentos apresentados ao tribunal revelam que o CEO utilizou o ChatGPT para identificar o histórico de propriedade da embarcação e localizar o antigo dono, Patrick Dovigi. O iate, construído pelo estaleiro Lürssen, havia sido adquirido anteriormente por Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e retornou à posse de Dovigi após a prisão de Vorcaro em novembro de 2025.

A disputa centraliza-se na participação efetiva da corretora na negociação final. Enquanto a Cecil Wright & Partners busca o reconhecimento de seu papel determinante na venda, a defesa do executivo argumenta que a ausência de mediação da empresa na etapa decisiva invalida a exigência da comissão milionária.

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