Pesquisadores identificam resíduos de sangue no antigo DOI-Codi/SP
Estudo forense na antiga sede do DOI-Codi em São Paulo revela vestígios de sangue humano e marcas de calendário da época da ditadura militar.
Pontos principais
- Pesquisadores da Unifesp utilizaram métodos de arqueologia forense para analisar o prédio 2-a do antigo DOI-Codi/SP.
- Testes confirmaram a presença de resíduos de sangue humano em uma sala que funcionava como local de interrogatório.
- Um calendário gravado na parede de um banheiro foi datado de 1970, corroborando relatos de ex-presos políticos.
- O complexo é historicamente associado a pelo menos 52 mortes e à passagem de mais de 7 mil pessoas durante o regime militar.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificou vestígios de sangue humano e inscrições históricas no edifício que abrigou o DOI-Codi, em São Paulo, um dos principais centros de repressão durante a ditadura militar. Utilizando técnicas avançadas de arqueologia forense, o estudo analisou o prédio 2-a do complexo, confirmando a presença de material biológico em uma antiga sala de interrogatório. Além disso, a equipe datou um calendário gravado na parede de um banheiro como sendo de 1970, cruzando a evidência material com depoimentos de sobreviventes. O projeto trata o edifício como um documento histórico, visando preservar a memória das violações de direitos humanos ocorridas no local, por onde passaram mais de 7 mil pessoas e onde foram registradas ao menos 52 mortes durante o período autoritário.
Comentários
Carregando comentários...
