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Pesquisadores identificam resíduos de sangue no antigo DOI-Codi/SP

Estudo forense na antiga sede do DOI-Codi em São Paulo revela vestígios de sangue humano e marcas de calendário da época da ditadura militar.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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03/08 às 13:01

Pontos principais

  • Pesquisadores da Unifesp utilizaram métodos de arqueologia forense para analisar o prédio 2-a do antigo DOI-Codi/SP.
  • Testes confirmaram a presença de resíduos de sangue humano em uma sala que funcionava como local de interrogatório.
  • Um calendário gravado na parede de um banheiro foi datado de 1970, corroborando relatos de ex-presos políticos.
  • O complexo é historicamente associado a pelo menos 52 mortes e à passagem de mais de 7 mil pessoas durante o regime militar.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificou vestígios de sangue humano e inscrições históricas no edifício que abrigou o DOI-Codi, em São Paulo, um dos principais centros de repressão durante a ditadura militar. Utilizando técnicas avançadas de arqueologia forense, o estudo analisou o prédio 2-a do complexo, confirmando a presença de material biológico em uma antiga sala de interrogatório. Além disso, a equipe datou um calendário gravado na parede de um banheiro como sendo de 1970, cruzando a evidência material com depoimentos de sobreviventes. O projeto trata o edifício como um documento histórico, visando preservar a memória das violações de direitos humanos ocorridas no local, por onde passaram mais de 7 mil pessoas e onde foram registradas ao menos 52 mortes durante o período autoritário.

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