Iphan tomba provisoriamente prédio do antigo DOI-Codi no Rio
O tombamento visa preservar a memória das vítimas da ditadura militar e impedir a descaracterização do imóvel que funcionou como centro de tortura.
Pontos principais
- O Iphan oficializou o tombamento provisório do antigo DOI-Codi, localizado na Tijuca, Rio de Janeiro.
- A medida atende a uma solicitação do Ministério Público Federal para preservar o local como símbolo histórico de repressão.
- O prédio, que atualmente abriga o 1º Batalhão de Polícia do Exército, está proibido de sofrer demolições ou alterações estruturais.
- Investigações indicam que a arquitetura do imóvel foi adaptada entre as décadas de 1960 e 1980 para facilitar o isolamento e a tortura de presos.
- O objetivo final é transformar o espaço em um centro de memória voltado para fins educativos e a consolidação democrática.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) oficializou o tombamento provisório do prédio do antigo DOI-Codi, situado na Tijuca, Rio de Janeiro. A decisão atende a um pedido do Ministério Público Federal, que busca proteger o imóvel como um marco da memória nacional sobre as violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar. Entre as décadas de 1960 e 1980, o local funcionou como um centro de repressão, com estruturas adaptadas para o isolamento e a tortura de presos políticos. Com o tombamento, o edifício, que hoje sedia o 1º Batalhão de Polícia do Exército, não poderá ser demolido ou descaracterizado. A iniciativa integra um esforço mais amplo para converter o espaço em um centro de memória, promovendo a educação histórica e a preservação da democracia no país.
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