Estudo indica que microplásticos podem atravessar barreira placentária
Pesquisa in vitro sugere que partículas plásticas podem cruzar a placenta e interferir na produção hormonal durante a gestação.
Pontos principais
- Cientistas da Universidade Livre de Amsterdã utilizaram um modelo de laboratório com células humanas para simular a barreira placentária.
- O experimento revelou que a maioria dos micro e nanoplásticos testados conseguiu atravessar a estrutura em um período de 72 horas.
- A exposição às partículas foi associada a alterações nos níveis de hormônios essenciais, como o estrogênio e a etiocolanolona.
- Os autores do estudo, publicado na revista Molecular and Cellular Endocrinology, enfatizam que os resultados são in vitro e não confirmam efeitos diretos em gestantes.
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Livre de Amsterdã, publicado na revista Molecular and Cellular Endocrinology, aponta que micro e nanoplásticos têm potencial para atravessar a barreira placentária humana. Utilizando um modelo laboratorial composto por três camadas de células, a equipe observou que a maioria das partículas testadas conseguiu transpor a barreira em 72 horas. Além da transposição física, a presença desses materiais foi associada a alterações nos níveis de hormônios como estrogênio e etiocolanolona, levantando preocupações sobre possíveis impactos no equilíbrio endócrino durante a gravidez. Embora os achados sejam significativos, os cientistas ressaltam que o experimento foi realizado in vitro, o que significa que não há, até o momento, comprovação de efeitos diretos na saúde de gestantes ou no desenvolvimento fetal, sendo necessários novos estudos para determinar os riscos reais à saúde humana.
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