Crise migratória em Ceuta deixa 67 mortos e pressiona União Europeia
Primeiro-ministro espanhol convoca reunião de emergência após 50 mil pessoas cruzarem a fronteira entre Marrocos e o enclave de Ceuta.
Pontos principais
- Cerca de 50 mil migrantes atravessaram a fronteira entre Marrocos e Ceuta entre quinta e sexta-feira.
- Pelo menos 67 pessoas morreram afogadas ou esmagadas durante a tentativa de travessia.
- Pedro Sánchez solicitou uma reunião urgente com ministros do interior da União Europeia.
- O governo espanhol classificou a resposta de outros Estados-membros como egoísta e insuficiente.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, convocou uma reunião de emergência com representantes da União Europeia para discutir a grave crise humanitária no enclave de Ceuta. A situação escalou após uma travessia em massa, onde cerca de 50 mil pessoas cruzaram a fronteira terrestre entre o Marrocos e o território espanhol entre quinta e sexta-feira. O incidente resultou na morte de pelo menos 67 pessoas, vítimas de afogamento ou esmagamento durante o fluxo migratório desordenado. Sánchez criticou duramente a postura de outros países do bloco europeu, descrevendo as reações iniciais como egoístas e inadequadas diante da magnitude do problema. A Espanha busca agora uma resposta coordenada e urgente para lidar com a pressão migratória na fronteira norte-africana, que tem gerado tensões diplomáticas significativas e exposto as fragilidades nas políticas de imigração da União Europeia.
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