Daily Journal
Urgente
Daily Journal

Crise migratória em Ceuta deixa ao menos 34 mortos e 60 mil entradas

O enclave espanhol de Ceuta enfrenta uma crise humanitária após a entrada de 60 mil migrantes, resultando em 34 mortes e sobrecarga nos centros de acolhimento.

Daily Journal
Foto: G1 Mundo
||
31/07 às 05:45 · atualizado 09:19

Pontos principais

  • Cerca de 60 mil migrantes cruzaram a fronteira de Ceuta nas últimas 24 horas.
  • Autoridades confirmaram ao menos 34 mortes decorrentes de afogamentos e esmagamentos.
  • Polícia espanhola utilizou bombas de gás e agentes marroquinos empregaram canhões de água para conter o fluxo.
  • Cerca de 25 mil migrantes já retornaram voluntariamente ao Marrocos devido às condições precárias.
  • Centros de acolhimento em Ceuta operam no limite de sua capacidade.
  • O primeiro-ministro Pedro Sánchez visitou a região para coordenar a resposta à crise.
  • Países europeus reagiram com reforço de fronteiras e debates sobre o Espaço de Schengen.

A cidade autônoma de Ceuta, enclave espanhol no norte da África, vive uma crise migratória sem precedentes após a entrada massiva de aproximadamente 60 mil pessoas em um intervalo de 24 horas. O episódio, marcado por uma travessia terrestre e marítima perigosa, resultou na morte de pelo menos 34 indivíduos, segundo dados oficiais. Em resposta, as forças de segurança da Espanha e do Marrocos utilizaram bombas de gás e canhões de água para tentar conter a multidão, enquanto o governo espanhol enviou reforços militares para a região. Até o momento, cerca de 25 mil migrantes optaram pelo retorno voluntário ao território marroquino, citando as condições precárias e os riscos enfrentados durante o trajeto.

A situação gerou repercussão imediata na União Europeia, com países como a França reforçando controles fronteiriços e a Itália sugerindo uma revisão da participação espanhola no Espaço de Schengen. O primeiro-ministro Pedro Sánchez esteve no local para acompanhar a gestão da crise e a cooperação diplomática com o Marrocos. Autoridades locais investigam a possível influência de redes de tráfico humano na organização do fluxo, que sobrecarregou completamente a infraestrutura de acolhimento do enclave. O evento é considerado um dos maiores desafios migratórios recentes na fronteira externa da União Europeia, levantando debates sobre segurança e gestão de fronteiras.

Comentários

Carregando comentários...