Daily Journal
Daily Journal

China ameaça retaliar EUA após restrição a robôs humanoides

O governo chinês prometeu contramedidas após a FCC restringir a importação de robôs humanoides e equipamentos avançados por segurança nacional.

Daily Journal
Foto: Canaltech
||
31/07 às 08:15 · atualizado 19:31

Pontos principais

  • A FCC proibiu a entrada de robôs humanoides e equipamentos robóticos estrangeiros no mercado americano.
  • O governo dos EUA justifica a medida citando riscos à segurança cibernética e proteção de dados.
  • O Ministério do Comércio da China classificou a decisão como prejudicial e ameaçou retaliações contra empresas americanas.
  • Fabricantes chineses como Agibot, Unitree e UBTech foram diretamente impactados pela nova restrição.
  • As ações da UBTech registraram queda superior a 6% na Bolsa de Hong Kong após o anúncio.

O governo chinês manifestou forte oposição à decisão da Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos de restringir a importação de robôs humanoides e outros equipamentos robóticos avançados. As autoridades de Pequim classificaram a medida como uma prática discriminatória e ameaçaram implementar contramedidas contra empresas americanas que operam no país. A restrição, fundamentada por Washington em preocupações com a segurança nacional e possíveis vulnerabilidades cibernéticas, impacta diretamente líderes do setor na China, como Agibot, Unitree e UBTech, cujas ações sofreram desvalorização imediata no mercado financeiro asiático. O episódio ocorre em um momento de escalada nas tensões comerciais entre as duas potências, que também debatem a regulação de modelos de inteligência artificial e o uso de tecnologias de código aberto. Enquanto o governo de Donald Trump se aproxima do prazo final para definir um novo marco regulatório para a IA, o setor tecnológico observa com cautela os desdobramentos dessa guerra comercial, que agora se estende para além do software, atingindo a infraestrutura física de robótica. A expectativa é que o impasse diplomático continue a influenciar as relações bilaterais, com possíveis desdobramentos em um eventual encontro entre Donald Trump e Xi Jinping previsto para setembro.

Comentários

Carregando comentários...