Brasil prepara decreto para destravar exploração privada de urânio
Governo busca parcerias com o setor privado para ampliar a produção de urânio e atender à crescente demanda global por energia nuclear.
Pontos principais
- O Brasil detém uma das maiores reservas de urânio do mundo, mas a produção atual não supre a demanda interna.
- Um novo decreto federal deve regulamentar a associação entre a estatal INB e empresas privadas na exploração do minério.
- A expansão de data centers globais tem elevado a procura por energia nuclear como fonte estável.
- O projeto da mina de Santa Quitéria, no Ceará, é considerado estratégico, mas aguarda licenciamento ambiental do Ibama.
O governo federal articula a publicação de um decreto para permitir a associação entre a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e empresas privadas na mineração de urânio. Atualmente, apesar de possuir uma das maiores reservas mundiais, o país enfrenta um déficit produtivo que impede até o abastecimento pleno das usinas nucleares nacionais. A iniciativa visa capitalizar o setor e elevar a oferta do insumo em um momento de alta demanda global, impulsionada pela necessidade de energia estável para alimentar data centers de grandes empresas de tecnologia. O Bank of America aponta que o desequilíbrio entre a oferta limitada e o consumo crescente deve valorizar o preço do urânio. Projetos como a mina de Santa Quitéria, no Ceará, são vistos como fundamentais para essa estratégia, embora ainda enfrentem entraves no licenciamento ambiental junto ao Ibama.
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