xAI contesta lei de Minnesota que proíbe apps de nudez via IA
A empresa de Elon Musk entrou na justiça para impedir lei que criminaliza a criação de imagens sexualizadas automatizadas no estado americano.
Pontos principais
- A xAI alega que a nova legislação de Minnesota é excessivamente abrangente e fere a Primeira Emenda da Constituição dos EUA.
- A lei proíbe a criação e a publicidade de ferramentas de IA voltadas para a geração de montagens sexualizadas.
- O descumprimento da norma, que entra em vigor na próxima semana, prevê multas de US$ 500 mil por infração.
- O procurador-geral Keith Ellison defende a medida como necessária para combater danos causados por nudez não consensual.
A xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, protocolou uma ação judicial para tentar barrar uma nova lei no estado de Minnesota que criminaliza o desenvolvimento e a promoção de aplicativos capazes de gerar imagens sexualizadas via IA. A companhia argumenta que o texto da legislação é amplo demais, representando uma ameaça à liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos. A medida, que entra em vigor na próxima semana, estabelece multas severas de US$ 500 mil por infração.
O procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, sustenta a constitucionalidade da lei, enfatizando que a tecnologia tem sido utilizada para produzir nudez não consensual, causando danos graves às vítimas. O debate ganha relevância após o chatbot Grok, da própria xAI, ter sido associado anteriormente à criação em larga escala de imagens sexualizadas sem consentimento, colocando a empresa no centro da discussão sobre regulação de IA e responsabilidade ética.
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