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Trump anuncia acordo para desarmamento do Hamas na Faixa de Gaza

O presidente Donald Trump declarou que o Hamas aceitou um plano de desarmamento gradual em Gaza, mediado pelo Conselho da Paz, visando encerrar o conflito.

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Foto: G1 Mundo
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30/07 às 19:45 · atualizado 31/07 às 07:03

Pontos principais

  • O presidente Donald Trump anunciou um acordo histórico para o desarmamento total do Hamas e de outros grupos armados em Gaza.
  • O plano prevê a implementação em fases, incluindo a retirada gradual das forças israelenses do enclave palestino.
  • A iniciativa é mediada pelo 'Conselho da Paz' (Board of Peace), com apoio diplomático de Egito, Catar e Turquia.
  • O Hamas confirmou a existência do acordo, aceitando o inventário e armazenamento de armas pesadas sob supervisão palestina.
  • A proposta inclui a criação de uma Força Internacional de Estabilização e de uma nova força policial local.
  • A governança temporária de Gaza será assumida pelo Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG).
  • Autoridades israelenses mantêm ceticismo quanto à eficácia do plano e exigem garantias de desmilitarização total.
  • O anúncio é parte do 'Plano de 20 Pontos' de Trump para a estabilização da região.
  • Apesar do pacto, relatos de violência e bombardeios continuam sendo registrados na Faixa de Gaza.
  • O cronograma detalhado para a execução das etapas de desarmamento ainda não foi totalmente divulgado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira a concretização de um acordo para o desarmamento completo do Hamas e de outras facções armadas na Faixa de Gaza. A iniciativa, classificada pelo governo americano como um marco diplomático, é conduzida pelo chamado Conselho da Paz e visa encerrar as hostilidades que assolam a região. Segundo o anúncio, o processo de desmilitarização ocorrerá de forma gradual, estruturado em fases que vinculam a entrega de armamentos à retirada das tropas israelenses do território.

O grupo palestino Hamas confirmou a aceitação dos termos, destacando que o plano prevê o inventário e o armazenamento de armas pesadas sob supervisão de uma nova autoridade palestina, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), em vez da entrega direta a Israel. A transição de segurança será apoiada por uma Força Internacional de Estabilização, que atuará em conjunto com uma nova polícia local. A mudança na postura do grupo ocorre sob a liderança de Khalil al-Hayya, que assumiu o comando após a saída de Yahya Sinwar.

Apesar do otimismo demonstrado pela Casa Branca, a viabilidade do plano enfrenta desafios significativos. Autoridades israelenses expressaram ressalvas sobre a eficácia das medidas, argumentando que o acordo pode não atender integralmente às exigências de segurança de Israel. Além disso, a população local e analistas internacionais demonstram ceticismo, citando o histórico de negociações fracassadas na região e a continuidade de episódios de violência e bombardeios que persistem mesmo após o anúncio.

O sucesso desta iniciativa é considerado um passo fundamental para a estabilização de Gaza e a resolução duradoura do conflito. O governo dos EUA, atuando como mediador central, busca agora consolidar os próximos passos do cronograma, com negociações adicionais previstas para ocorrer no Cairo, envolvendo representantes do Egito, Catar e Turquia. A implementação bem-sucedida do desarmamento é vista como o principal obstáculo para o fim das hostilidades e a reconstrução da infraestrutura do enclave palestino.

Fontes primárias

Donald Trump (Truth Social)

Post de Donald Trump anunciando acordo do Board of Peace para desarmamento do Hamas

No post, Trump anuncia que o Board of Peace chegou a um acordo para o "desarmamento COMPLETO" do Hamas e de todos os outros grupos armados em Gaza, chamando o passo de "monumental" rumo a paz e segurança duradouras. Segundo ele, o acordo é etapa crítica para que Gaza passe a ser governada por um novo governo palestino que trabalhará com o Board of Peace, enquanto Israel terá "a segurança que merece", sem que Gaza volte a ser usada como base de ataques terroristas. Trump descreve implementação em fases estruturadas: à medida que o desarmamento avançar, as forças israelenses se retirarão e uma International Stabilization Force atuará com uma nova força policial palestina para assumir a segurança de Gaza. Agradece aos mediadores Egito, Catar e Turquia e à sua equipe, afirma que "a ameaça que emergiu de Gaza em 7 de outubro NÃO terá permissão de se reconstruir" e enquadra o acordo como marco na implementação do seu plano de paz de 20 pontos.

Board of Peace (comunicado conjunto com Egito, Catar, Turquia e EUA)

Comunicado conjunto do Board of Peace com Egito, Catar, Turquia e EUA confirmando a adesão do Hamas

Comunicado publicado em 31/07/2026, 00h49 UTC — cerca de uma hora depois do anúncio de Trump — em que o Board of Peace e os países mediadores (Egito, Catar, Turquia e Estados Unidos) declaram conjuntamente que o Hamas concordou com um "Roadmap detalhado" para implementar as próximas fases do cessar-fogo em Gaza. O texto afirma que o acordo encerra meses de negociações e se apoia no Comprehensive Peace Plan e na Resolução 2803 do Conselho de Segurança da ONU. Ponto central: "pela primeira vez, o Hamas se comprometeu oficialmente com um plano acionável para entregar todas as suas armas, o que será seguido pela retirada israelense de Gaza". O comunicado informa ainda que o foco passa à implementação, em articulação com o National Committee for the Administration of Gaza (NCAG), que iniciará em breve uma transição faseada rumo à autoridade plena, respaldada pela International Stabilization Force (ISF). É o artefato que supre a lacuna do anúncio original — nele o Hamas ainda não havia se manifestado.

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