Governo Trump apresenta roteiro para desarmamento do Hamas em Gaza
O plano dos EUA prevê a desmilitarização de Gaza e a transição de poder para um novo comitê administrativo, condicionado à retirada das forças israelenses.
Pontos principais
- O roteiro exige que o Hamas entregue armamentos e mapas de túneis ao Comitê Nacional para a Administração de Gaza.
- A proposta prevê a retirada gradual das forças militares de Israel do território palestino.
- O plano inclui a criação de uma força internacional de segurança composta por mais de 5.000 soldados.
- A implementação do acordo é estimada em um período de 200 a 350 dias.
- O processo será supervisionado pelo Board of Peace, órgão vinculado à administração Trump.
- Apesar do anúncio, ainda não há confirmação oficial de aceitação por parte de Israel ou do Hamas.
- Mediadores como Egito, Catar e Turquia participam das negociações para viabilizar a reconstrução da região.
O governo do presidente Donald Trump apresentou um roteiro detalhado para a desmilitarização da Faixa de Gaza, resultado de oito meses de negociações lideradas por funcionários da administração americana, incluindo Jared Kushner e Steve Witkoff. O plano de 15 pontos estabelece a transição da autoridade local para o recém-proposto Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), condicionando a estabilidade da região ao desarmamento completo do Hamas e à retirada das forças israelenses para a chamada 'Linha Amarela'. A iniciativa conta com o suporte de um comitê de verificação e a mobilização de uma força internacional de segurança com mais de 5.000 soldados para garantir o cumprimento dos termos. A viabilidade da proposta, no entanto, permanece incerta. Embora o governo dos EUA apresente a medida como um passo fundamental para a reconstrução de Gaza, tanto Israel quanto o Hamas mantêm posições cautelosas. O grupo militante enfrenta pressões internas e externas, enquanto autoridades israelenses expressam ceticismo sobre a disposição real do Hamas em cumprir as exigências de desarmamento. A falta de uma confirmação oficial das partes envolvidas destaca a complexidade do cenário, marcado por uma profunda desconfiança mútua que desafia o cronograma de implementação previsto entre 200 e 350 dias.
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