Setor de papel e celulose projeta resultados mistos no 2T de 2026
Analistas preveem desempenho variado para Suzano, Klabin e Irani, pressionado pela alta nos preços da commodity e pela valorização do real.
Pontos principais
- Preços da celulose atingem US$ 600 por tonelada, impulsionando a receita das companhias.
- Valorização do real e inflação de custos operacionais, como diesel e energia, pressionam as margens.
- Banco Safra estima resultados superiores ao trimestre anterior, embora abaixo do consenso de mercado.
- Itaú BBA projeta crescimento de 14% no Ebitda da Irani devido à demanda por papelão ondulado.
- XP Investimentos mantém cautela com possível queda na receita e no lucro líquido do setor.
O setor de papel e celulose enfrenta um cenário de resultados mistos para o segundo trimestre de 2026. Embora a alta nos preços da commodity, que alcançou a marca de US$ 600 por tonelada, favoreça o desempenho financeiro de empresas como Suzano e Klabin, a valorização do real frente ao dólar e o aumento nos custos de produção, como energia e diesel, limitam o potencial de expansão das margens operacionais. Enquanto instituições como o Banco Safra projetam números superiores ao trimestre anterior, analistas da XP Investimentos adotam uma postura mais cautelosa, alertando para possíveis quedas na receita e no lucro líquido decorrentes da pressão cambial e de despesas com manutenção. Por outro lado, a resiliência do segmento de papelão ondulado sustenta expectativas positivas para companhias como a Irani, que projeta um crescimento de 14% em seu Ebitda segundo o Itaú BBA.
Comentários
Carregando comentários...
