Juíza aponta que acionistas da Americanas sabiam de fraudes
Magistrada afirma que Beto Sicupira, Paulo Lemann e Eduardo Saggioro tinham ciência das irregularidades contábeis na companhia.
Pontos principais
- A juíza Giovana Teixeira Brantes Calmon contestou o posicionamento do Ministério Público sobre o caso.
- O despacho autorizou mandados de busca e apreensão contra os acionistas no mês passado.
- Beto Sicupira, Eduardo Saggioro e Paulo Alberto Lemann foram citados como cientes das irregularidades.
- A decisão judicial reforça a tese de participação ativa dos acionistas nas fraudes da empresa.
A juíza Giovana Teixeira Brantes Calmon afirmou, em despacho recente, que os acionistas de referência da Americanas tinham plena ciência das fraudes contábeis que levaram a empresa à crise. A magistrada contestou o posicionamento do Ministério Público ao avaliar o caso, reforçando a tese de que Beto Sicupira, Paulo Alberto Lemann e Eduardo Saggioro possuíam conhecimento direto das irregularidades operacionais na varejista. O entendimento da juíza fundamentou a autorização de mandados de busca e apreensão contra os executivos e acionistas no mês passado. A decisão é um desdobramento crítico nas investigações sobre o rombo bilionário na companhia, sinalizando um endurecimento do Judiciário quanto à responsabilidade dos controladores na gestão da empresa. O caso segue sob análise das autoridades para determinar a extensão da participação de cada envolvido nas práticas ilícitas.
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