Irã deve receber sistemas de defesa aérea da China nas próximas semanas
O Irã planeja adquirir 400 lança-mísseis chineses para reforçar sua defesa aérea, gerando tensões diplomáticas com o governo de Donald Trump.
Pontos principais
- O acordo, avaliado entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões, inclui sistemas QW-12 e FN-16.
- A transação teria sido intermediada pela empresa Zhongqing Baoshang International Investment, de Hong Kong.
- O Irã busca fortalecer defesas de curto alcance após vulnerabilidades expostas em ataques recentes.
- O presidente Donald Trump questionou a venda, citando garantias anteriores de não envolvimento chinês no conflito.
- Governos da China e do Paquistão negaram oficialmente qualquer participação no fornecimento de armamentos.
O Irã está prestes a receber um lote de até 400 lança-mísseis portáteis de fabricação chinesa, incluindo os modelos QW-12 e FN-16, em uma transação estimada entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões. O reforço no arsenal iraniano visa corrigir vulnerabilidades em suas instalações estratégicas, expostas após recentes ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel. A logística da operação prevê o transporte aéreo a partir de Urumqi, na China, com trânsito pelo Paquistão, embora ambos os países neguem oficialmente o envolvimento na transferência de armamentos. O presidente Donald Trump manifestou surpresa com a movimentação, destacando que a venda contradiz garantias prévias dadas pelo presidente Xi Jinping sobre a neutralidade chinesa no conflito. A chegada desses sistemas representa um novo ponto de atrito nas relações entre Washington e Pequim, elevando a preocupação sobre a escalada militar na região.
Comentários
Carregando comentários...
