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Ações da Microsoft disparam enquanto Meta cai após resultados de IA

O mercado reagiu de forma oposta aos balanços das Big Techs, premiando a monetização da Microsoft em IA e penalizando os altos gastos em infraestrutura da Meta.

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Foto: TecMundo
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30/07 às 13:15 · atualizado 22:02

Pontos principais

  • A Microsoft adicionou US$ 450 bilhões ao seu valor de mercado em um único pregão, alta de 15,5%.
  • A receita anual do Azure superou US$ 100 bilhões pela primeira vez, com crescimento de 43% no trimestre.
  • O Microsoft 365 Copilot atingiu a marca de 30 milhões de usuários pagos, validando a demanda por IA.
  • As ações da Meta acumulam queda de 21,7% em 11 pregões, com a fortuna de Zuckerberg recuando US$ 18 bilhões.
  • A Meta reportou uma queda de 91% no fluxo de caixa livre, pressionada por US$ 31 bilhões em gastos com data centers.
  • Analistas demonstram ceticismo com a Meta devido à falta de clareza sobre o retorno financeiro dos investimentos em IA.
  • A Microsoft registrou lucro líquido anual de US$ 133,7 bilhões, um aumento de 31% em relação ao período anterior.

O mercado financeiro reagiu de formas divergentes aos resultados trimestrais de Microsoft e Meta, evidenciando a crescente seletividade dos investidores em relação aos pesados investimentos em inteligência artificial. Enquanto a Microsoft viu suas ações dispararem 15,5% após superar as expectativas de Wall Street, a Meta enfrentou uma forte desvalorização, com seus papéis acumulando queda de 21,7% nos últimos 11 pregões. A disparidade reflete a confiança do mercado na capacidade de cada companhia em converter infraestrutura de I.A. em receita tangível.

A Microsoft consolidou sua posição como líder no setor ao reportar que a receita anual do Azure ultrapassou a marca histórica de US$ 100 bilhões. O sucesso foi impulsionado pela alta demanda corporativa, com o Microsoft 365 Copilot alcançando 30 milhões de assinantes pagos. A empresa também destacou ganhos de eficiência operacional de até 40% ao desenvolver chips e modelos próprios, o que ajudou a aliviar preocupações sobre a sustentabilidade de seus gastos bilionários em data centers.

Em contrapartida, a Meta enfrenta um cenário de ceticismo. A empresa reportou uma queda de 91% no fluxo de caixa livre e elevou sua projeção de gastos para 2026 para US$ 137,5 bilhões. Embora Mark Zuckerberg defenda os investimentos como estratégicos para o futuro do negócio de anúncios, a falta de clareza sobre a monetização imediata desses aportes gerou uma reação negativa, resultando em uma redução de US$ 18 bilhões na fortuna pessoal do CEO. O mercado agora observa com cautela como as 'hyperscalers' equilibrarão a corrida pela liderança em I.A. com a necessidade de manter margens saudáveis.

Fontes primárias

Microsoft / Investor Relations

Microsoft Reports Fourth Quarter and Full Year Fiscal 2026 Results

No trimestre encerrado em 30 de junho de 2026 (4T do ano fiscal 2026), a Microsoft reportou receita de US$ 90,0 bilhões (+18% a/a), lucro operacional de US$ 40,6 bilhões (+18%), lucro líquido GAAP de US$ 35,8 bilhões (+31%) e LPA diluído GAAP de US$ 4,81 (+32%). No ano fiscal completo, receita somou US$ 331,8 bilhões (+18%) e lucro líquido US$ 133,7 bilhões (+31%). Intelligent Cloud cresceu 32%, para US$ 39,3 bilhões, com o Azure ultrapassando US$ 100 bilhões em receita anualizada pela primeira vez; a receita da Microsoft Cloud somou US$ 59,3 bilhões (+27%). O Microsoft 365 Copilot superou 30 milhões de assentos pagos. O CEO Satya Nadella disse que a empresa está "avançando a fronteira na curva custo-resultado, garantindo que cada cliente consiga transformar tokens em resultados de negócio"; a CFO Amy Hood destacou o forte momentum de nuvem.

Meta / Investor Relations

Meta Reports Second Quarter 2026 Results

No 2º trimestre de 2026, a Meta reportou receita de US$ 60,8 bilhões (+28% a/a), mas lucro líquido caiu 14% a/a para US$ 15,8 bilhões e o LPA diluído recuou 13% para US$ 6,18; a margem operacional caiu de 43% para 31%, com lucro operacional de US$ 18,8 bilhões (-8%). As despesas totais subiram 55%, para US$ 42,0 bilhões, puxadas por US$ 2,4 bilhões em encargos legais e US$ 1,18 bilhão em custos de rescisão. O capex do trimestre foi de US$ 31,1 bilhões, e a empresa elevou o piso da guidance de capex 2026 para US$ 130-145 bilhões (de US$ 125-145 bilhões antes) e também elevou a guidance de despesas totais do ano para US$ 165-169 bilhões. A receita da Família de Apps veio de 3,60 bilhões de pessoas ativas diárias (+3%), com impressões de anúncios +14% e preço médio por anúncio +12%. O CEO Mark Zuckerberg afirmou que "a IA está acelerando nosso negócio principal hoje, impulsionando nossa próxima geração de produtos e abrindo a porta para inteiramente novas oportunidades empresariais".

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