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Terremoto de magnitude 7,1 deixa 18 mortos na região de Kumamoto, Japão

O forte sismo atingiu a ilha de Kyushu, provocando o colapso de um shopping center e desencadeando uma operação de resgate urgente em busca de sobreviventes.

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Foto: G1 Mundo
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28/07 às 23:45 · atualizado 29/07 às 10:32

Pontos principais

  • O terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sudoeste do Japão, na última terça-feira.
  • O balanço oficial mais recente aponta 18 mortes confirmadas e pelo menos 62 feridos, sendo seis em estado grave.
  • Equipes de resgate e militares realizam buscas intensas sob os escombros do shopping Aeon Mall, que colapsou parcialmente.
  • Há relatos de uma explosão no shopping center, possivelmente causada por um vazamento de gás decorrente do tremor.
  • A primeira-ministra Sanae Takaichi classificou a operação como uma corrida contra o tempo para localizar pessoas presas.
  • Cerca de 300 mil moradores foram orientados a evacuar suas residências devido ao risco de réplicas e deslizamentos.
  • Autoridades confirmaram que não houve danos ou irregularidades nas usinas nucleares localizadas na região afetada.

Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu a região de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão, na última terça-feira, resultando em um cenário de destruição severa. Até o momento, as autoridades locais confirmaram a morte de 18 pessoas, enquanto dezenas de feridos recebem atendimento médico em hospitais da região. O governo japonês mobilizou equipes de emergência e militares para conduzir uma operação de resgate considerada uma corrida contra o tempo, focada principalmente em áreas onde estruturas colapsaram.

O ponto crítico das operações de busca concentra-se no shopping center Aeon Mall, que sofreu danos estruturais graves e um colapso parcial. Relatos indicam que uma explosão ocorreu no local, possivelmente provocada por um vazamento de gás após o sismo, complicando os esforços das equipes de socorro. Além da busca por sobreviventes sob os escombros, o governo emitiu ordens de evacuação para aproximadamente 300 mil pessoas, visando prevenir novas vítimas diante do risco iminente de réplicas sísmicas e deslizamentos de terra na província.

Apesar da magnitude do evento, o governo japonês assegurou que as usinas nucleares situadas na região afetada não sofreram danos e operam dentro da normalidade. A primeira-ministra Sanae Takaichi reforçou que a prioridade absoluta do Estado é a localização dos desaparecidos e a estabilização das áreas de risco. As autoridades seguem monitorando a situação geológica da ilha de Kyushu, mantendo o estado de alerta máximo enquanto as equipes de resgate continuam a remover escombros em condições desafiadoras.

Fonte primária

消防庁 (Fire and Disaster Management Agency) / 内閣府

令和8年熊本地震による被害及び消防機関等の対応状況(第15報)

Relatório nº 15 do Departamento de Bombeiros e Gestão de Desastres do Japão (消防庁), divulgado às 11h de 29/07/2026 (hora local). O terremoto principal ocorreu em 28/07 às 16h27, com dados do JMA (Agência Meteorológica) apontando intensidade sísmica máxima de shindo 7 nas cidades de Uki e Hikawa, província de Kumamoto — a maior escala japonesa. Um aviso de tsunami foi emitido às 16h29 para o Mar de Ariake/Yatsushiro e cancelado às 18h10; réplicas de shindo 5- ocorreram às 16h29, 17h08 e 19h03. Na tabela oficial consolidada até o momento do relatório, a província de Kumamoto registra 2 mortos confirmados (ambos em Kashima), 1 desaparecido, 6 feridos graves; Oita registra 1 ferido leve — total de 9 vítimas na contagem formal. Separadamente, o relatório cita que os corpos de bombeiros de Kumamoto (消防本部等情報) reportam 8 mortos, 6 feridos graves e 22 feridos leves ainda em fase de verificação e triagem antes de entrarem na tabela oficial — o que explica a diferença entre a contagem consolidada e o número mais amplo (13, incluindo mortes sob apuração de relação com o desastre) anunciado pelo primeiro-ministro Takaichi Sanae na mesma manhã. O documento também relata colapso de uma chaminé de fábrica em Yatsushiro, desabamento do 2º andar de um centro comercial em Kashima e dois casos de deformação estrutural de residências em Hikawa, todos com resgates em andamento por equipes de bombeiros de apoio emergencial de múltiplas províncias. O próprio relatório se identifica como preliminar, sujeito a revisão dos números.

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