Terremoto de magnitude 7,1 atinge o sul do Japão e causa destruição
Um forte sismo na ilha de Kyushu provocou o desabamento parcial de um shopping em Kashima, deixando feridos, desaparecidos e danos em infraestruturas.
Pontos principais
- O terremoto de magnitude 7,1 ocorreu na ilha de Kyushu, com epicentro próximo às cidades de Kumamoto e Uki.
- O abalo teve profundidade rasa de 10 km, intensificando o impacto na superfície e sendo sentido até na Coreia do Sul.
- O shopping Aeon Mall, em Kashima, sofreu desabamento parcial e uma explosão, com relatos de 20 a 30 trabalhadores desaparecidos.
- Autoridades confirmaram mortes e dezenas de feridos em decorrência do desastre natural.
- O governo japonês estabeleceu uma força-tarefa de emergência e emitiu alertas para sete prefeituras da região.
- Serviços de transporte, incluindo o trem-bala Shinkansen e voos no aeroporto de Kumamoto, foram suspensos.
- Cerca de 40 mil residências ficaram sem energia elétrica e houve interrupções em serviços de telefonia móvel.
- Empresas como TSMC e Sony suspenderam preventivamente as operações de suas fábricas na região afetada.
- Não foram registradas anomalias em usinas nucleares locais após o tremor.
- A Agência Meteorológica do Japão alertou para o risco de novos tremores significativos nos próximos dias.
Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu a ilha de Kyushu, no sul do Japão, na última terça-feira (28), causando danos estruturais severos e mobilizando equipes de resgate. O epicentro, localizado próximo às cidades de Kumamoto e Uki, foi registrado a uma profundidade de apenas 10 km, o que potencializou a intensidade do abalo na superfície. O evento foi sentido em diversas províncias japonesas e até em partes da Coreia do Sul, gerando alertas de emergência para sete prefeituras da região. O governo japonês instaurou prontamente uma força-tarefa para coordenar as operações de salvamento e avaliar a extensão dos danos. Entre os incidentes mais graves, destaca-se o desabamento parcial do shopping Aeon Mall, em Kashima, onde uma explosão foi relatada. Equipes de emergência trabalham no local para localizar entre 20 e 30 trabalhadores que permanecem desaparecidos sob os escombros. Além do shopping, houve relatos de danos em viadutos da Via Expressa de Kyushu e o colapso de uma chaminé em uma fábrica de papel em Yatsushiro, que também deixou funcionários desaparecidos. A infraestrutura da região foi duramente afetada, com cerca de 40 mil residências enfrentando interrupções no fornecimento de energia elétrica e falhas nos serviços de telefonia móvel. O setor de transportes também sofreu impactos imediatos, com a suspensão das operações do trem-bala Shinkansen e a interrupção de voos no aeroporto de Kumamoto. Por precaução, gigantes da tecnologia como TSMC e Sony paralisaram suas atividades fabris na área. Apesar da magnitude do evento, as autoridades confirmaram que não houve anomalias em usinas nucleares situadas na zona de impacto. O Japão, historicamente preparado para eventos sísmicos, utiliza sistemas avançados de monitoramento e engenharia antissísmica, mas a intensidade deste tremor superou as capacidades de mitigação imediata. A Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta severo para a possibilidade de novos tremores de grande magnitude nos próximos três dias, recomendando cautela à população. Enquanto as operações de busca continuam, a veracidade das informações é monitorada, após a circulação de vídeos falsos nas redes sociais que utilizavam imagens de desastres anteriores para descrever a situação atual em Kashima.
Fontes primárias
熊本県熊本地方の地震について(第1報) — 気象庁
Às 16h27 (horário local) de 28 de julho de 2026, a JMA registrou um terremoto com epicentro na região de Kumamoto (distrito de Kumamoto), magnitude preliminar 7,1 e profundidade de aproximadamente 10 km. A intensidade sísmica máxima foi 7 (o nível mais alto da escala japonesa), registrada nas cidades de Uki e na vila de Hikawa, em Kumamoto; intensidades de 6-forte a 1 foram sentidas de Hokuriku até Kyushu. A agência emitiu aviso de tsunami (não alerta) para os mares de Ariake e Yatsushiro, citando correntes de maré rápidas e recomendando evitar áreas costeiras. Oito réplicas com intensidade 1+ ocorreram na sequência, incluindo um tremor de magnitude 5-fraco. A JMA classificou o movimento de longo período em Kumamoto como nível 4 e alertou para a possibilidade de novo terremoto de magnitude semelhante nos dias seguintes, especialmente nas primeiras 48-72 horas.
令和8年熊本地震による被害及び消防機関等の対応状況(第10報) — Agência de Bombeiros e Gestão de Desastres (消防庁)
Boletim das 21h00 de 28/07/2026 (10º relatório, ainda preliminar): o aviso de tsunami para os mares de Ariake e Yatsushiro foi cancelado às 18h10. Danos humanos e a residências seguem 'em confirmação' (sem número fechado de feridos). Entre as ocorrências graves listadas: em Kashima-machi (Kumamoto), o 2º andar de um centro comercial desabou, com múltiplas pessoas presas nos escombros — resgate a cargo dos corpos de bombeiros de Kamimashiki e Kumamoto; em Yatsushiro, a chaminé de uma fábrica ruiu. Foram contabilizados incêndios e resgates em Uki (2 incêndios, 2 resgates), Hikawa (3 resgates), Kumamoto-shi (4 incêndios, todos extintos, 8 resgates), Yatsushiro (2 incêndios, 2 resgates), além de resgates isolados em Uto, Mifune, Kashima e Kosa, e 1 resgate em Satsumasendai (Kagoshima). Ordens de evacuação (避難指示) e de segurança urgente (緊急安全確保) abrangiam, somadas, 205.535 pessoas em Fukuoka, Nagasaki e Kumamoto.
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