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Fed mantém juros entre 3,5% e 3,75% e Warsh minimiza dissidência interna

O Federal Reserve manteve os juros estáveis, mas Kevin Warsh minimizou a dissidência de três membros, reafirmando o compromisso com a meta de inflação de 2%.

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Foto: Axios - Main
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29/07 às 15:46 · atualizado 16:15

Pontos principais

  • O FOMC decidiu manter a taxa de juros na faixa de 3,5% a 3,75% por 9 votos a 3.
  • Presidentes dos bancos regionais de Cleveland, Minneapolis e Dallas votaram por um aumento de 0,25 ponto percentual.
  • Kevin Warsh descreveu a divergência interna como uma 'briga de família' e defendeu a estratégia do comitê.
  • O chairman reiterou que a inflação não será resolvida no curto prazo e mantém a meta de 2%.
  • A inflação é pressionada por tarifas governamentais e custos de energia ligados ao conflito com o Irã.
  • Dados de inflação PCE, previstos para quinta-feira, devem indicar uma alta de 3,7% no acumulado de 12 meses.
  • Warsh criticou a dependência excessiva de dados imediatos e destacou a resiliência da economia americana.

O Federal Reserve manteve a taxa de juros inalterada entre 3,5% e 3,75% nesta reunião, decisão tomada por 9 votos a 3 que revelou uma divisão interna inédita na gestão de Kevin Warsh. Os presidentes dos bancos regionais de Cleveland, Minneapolis e Dallas votaram a favor de um aumento de 0,25 ponto percentual, citando a persistência da inflação. Em resposta, Warsh minimizou a divergência, classificando-a como uma 'briga de família' e reforçando que o comitê mantém o compromisso inabalável com a meta de inflação de 2%, apesar das pressões inflacionárias decorrentes de tarifas governamentais e da volatilidade nos custos de energia pelo conflito com o Irã.

O chairman defendeu uma postura que evita a dependência excessiva de dados econômicos de curto prazo, destacando a resiliência da economia americana como um fator de estabilidade. Enquanto o presidente Donald Trump manifestou apoio público a Warsh, a estratégia do Fed permanece sob escrutínio do mercado. A expectativa agora se volta para a divulgação do índice PCE na próxima quinta-feira, que deve confirmar uma alta de 3,7% nos últimos 12 meses, reforçando o desafio do banco central em equilibrar o crescimento econômico e o controle de preços sem sinalizar mudanças imediatas na política monetária.

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