Terremoto de magnitude 7,1 atinge província de Kumamoto no Japão
O tremor de intensidade máxima na escala Shindo causou desabamentos, ferimentos e a interrupção de serviços essenciais na região sul do país.
Pontos principais
- O terremoto atingiu o nível 7 na escala japonesa Shindo, o grau máximo de intensidade sísmica.
- Ao menos duas mortes foram confirmadas e 50 pessoas seguem hospitalizadas após o abalo.
- Cerca de 48 mil imóveis ficaram sem energia elétrica na província de Kumamoto.
- O sistema de transporte foi paralisado, incluindo o fechamento do aeroporto local e o descarrilamento de um trem.
- Grandes empresas, como TSMC e Sony, evacuaram fábricas na região por precaução.
- Autoridades alertaram para o risco de novos tremores de alta intensidade nos próximos três dias.
- A baixa profundidade do epicentro aumentou o impacto estrutural e a probabilidade de réplicas.
Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira, causando danos estruturais significativos e deixando ao menos duas pessoas mortas. O evento foi classificado como nível 7 na escala Shindo, a medida local que avalia a intensidade do tremor em pontos específicos da superfície, indicando condições extremas onde estruturas de concreto armado podem sofrer avarias severas. O abalo provocou o colapso de doze imóveis, uma explosão em um shopping na cidade de Kashima e a interrupção de serviços básicos, deixando 48 mil residências sem eletricidade.
O governo japonês mobilizou forças-tarefa para operações de resgate e monitoramento, enquanto o chefe de gabinete, Minoru Kihara, emitiu um alerta sobre a possibilidade de novos tremores de alta magnitude nos próximos dias. A infraestrutura de transporte foi severamente afetada, com o fechamento do aeroporto de Kumamoto e o descarrilamento de um trem. Grandes companhias, incluindo TSMC, Sony e Fujifilm, suspenderam operações e evacuaram funcionários de suas unidades locais. Especialistas do USGS apontam que a baixa profundidade do epicentro favorece a ocorrência de réplicas frequentes, mantendo a região em estado de alerta devido à localização do país no Círculo de Fogo do Pacífico.
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