Cientistas usam radiotelescópios para rastrear lixo espacial
Pesquisadores validaram uma nova técnica internacional que utiliza radiotelescópios para monitorar detritos em órbita geoestacionária.
Pontos principais
- O projeto LBMR utilizou ondas de rádio emitidas dos EUA captadas por radiotelescópios no Reino Unido.
- A técnica supera limitações de sensibilidade de radares convencionais em órbitas distantes.
- Este foi o primeiro experimento de sucesso com sincronização transatlântica para rastreamento de detritos.
- A equipe planeja expandir o sistema para permitir o rastreamento tridimensional de objetos espaciais.
Uma equipe internacional de cientistas demonstrou com sucesso uma nova técnica para o monitoramento de lixo espacial em órbita geoestacionária. O projeto, denominado Long Baseline Multistatic Radar (LBMR), utiliza radiotelescópios em vez de radares terrestres convencionais, que frequentemente enfrentam limitações de sensibilidade ao rastrear objetos em altitudes elevadas. Durante o experimento, ondas de rádio emitidas por instalações nos Estados Unidos foram refletidas em detritos espaciais e captadas por radiotelescópios situados no Reino Unido, marcando a primeira vez que essa sincronização transatlântica foi realizada com êxito. A inovação é considerada um avanço significativo para a segurança orbital, permitindo um rastreamento mais preciso em tempo real. Os pesquisadores agora buscam expandir a infraestrutura para integrar múltiplos radiotelescópios simultaneamente, o que possibilitará o mapeamento tridimensional de detritos e auxiliará na prevenção de colisões no espaço.
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