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Estudo propõe uso de pequenos satélites para detectar armas nucleares no espaço

Pesquisadores sugerem constelação de cubesats para identificar materiais físseis em órbita e prevenir ameaças a infraestruturas críticas.

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Foto: space-com
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08/07 às 15:32

Pontos principais

  • O método utiliza sensores de radiação em cubesats para captar assinaturas de nêutrons emitidas por materiais nucleares.
  • A tecnologia exige que o satélite detector se aproxime a poucos quilômetros do alvo para realizar medições precisas.
  • A proposta visa mitigar riscos de armas nucleares orbitais, que poderiam inutilizar satélites e tornar órbitas baixas inabitáveis.
  • A preocupação estratégica aumentou após relatos sobre capacidades russas voltadas contra infraestruturas como a rede Starlink.

Pesquisadores desenvolveram uma proposta para monitorar a presença de armas nucleares em órbita terrestre por meio de uma constelação de pequenos satélites, conhecidos como cubesats. Equipados com sensores avançados, esses dispositivos seriam capazes de identificar assinaturas de nêutrons emitidas por materiais físseis, distinguindo-os da radiação natural do espaço. Para que a detecção seja eficaz, o satélite precisa se aproximar a poucos quilômetros do objeto suspeito durante um período de alguns dias de observação. A iniciativa ganha relevância estratégica diante do crescente temor sobre o desenvolvimento de capacidades nucleares espaciais capazes de destruir infraestruturas críticas, como redes de satélites de comunicação e estações espaciais. Uma detonação nuclear no espaço poderia inutilizar órbitas baixas por anos, tornando a detecção precoce de tais artefatos uma prioridade de segurança global, uma vez que ainda não existem tecnologias eficazes para desarmar armas nucleares em órbita.

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