Pesquisadores detectam novos detritos espaciais em órbita crítica
Estudo da Universidade de Warwick identifica fragmentos de lixo espacial na órbita geoestacionária, elevando riscos a satélites de alto valor.
Pontos principais
- Pesquisadores identificaram 25 novos rastros de detritos de aproximadamente 5 centímetros na órbita geoestacionária.
- A descoberta foi realizada através da técnica de processamento de imagem conhecida como 'blind stacking'.
- A ausência de resistência atmosférica nesta altitude faz com que os fragmentos permaneçam no espaço indefinidamente.
- A órbita geoestacionária é essencial para serviços globais de telecomunicações, meteorologia e transmissão de TV.
Um estudo publicado no Journal of Astronautical Sciences revelou a presença de detritos espaciais anteriormente invisíveis na órbita geoestacionária. Utilizando uma técnica avançada de processamento de imagem chamada 'blind stacking', pesquisadores da Universidade de Warwick detectaram 25 novos fragmentos, cada um com cerca de 5 centímetros. A descoberta é motivo de preocupação, uma vez que a órbita geoestacionária abriga satélites de alto valor estratégico e comercial, fundamentais para a infraestrutura de internet, TV e monitoramento climático.
O risco é agravado pelo fato de que, ao contrário das órbitas baixas, a órbita geoestacionária não possui resistência atmosférica para frear ou desintegrar objetos, mantendo os detritos na região por tempo indeterminado. Devido às altíssimas velocidades orbitais, mesmo fragmentos de pequeno porte possuem energia cinética suficiente para causar danos catastróficos em colisões, transformando áreas de tráfego intenso em potenciais campos minados para a indústria espacial.
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