Shein registra prejuízo de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026
A varejista teve queda nos resultados financeiros após a revogação da regra 'de minimis' nos EUA, que encareceu a importação de produtos.
Pontos principais
- A receita da Shein no primeiro trimestre de 2026 foi de US$ 9,05 bilhões, um crescimento de 1% na comparação anual.
- A companhia reverteu o lucro de US$ 395 milhões obtido no mesmo período de 2025 para um prejuízo de US$ 99 milhões.
- O resultado negativo foi impulsionado pela remoção da regra 'de minimis' nos Estados Unidos, que eliminou a isenção de tarifas para encomendas de baixo valor.
- Os dados financeiros foram revelados no prospecto preliminar para a listagem da empresa na bolsa de Hong Kong.
O prospecto de IPO da Shein, submetido para sua listagem em Hong Kong, revelou um cenário de estagnação e prejuízo no início de 2026. Com uma receita de US$ 9,05 bilhões, a empresa apresentou um crescimento marginal de apenas 1% em relação ao ano anterior. A mudança mais significativa, contudo, foi a reversão do lucro de US$ 395 milhões registrado no primeiro trimestre de 2025 para um prejuízo líquido de US$ 99 milhões. O impacto financeiro é atribuído diretamente à revogação da regra 'de minimis' nos Estados Unidos, que anteriormente permitia a entrada de produtos de baixo valor com isenção de impostos. A medida alterou a estrutura de custos da varejista, pressionando suas margens e evidenciando a vulnerabilidade do modelo de negócios da startup frente a mudanças nas políticas comerciais americanas sob a gestão do presidente Donald Trump.
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