Motoristas e entregadores de aplicativos iniciam greves nacionais
Trabalhadores protestam contra novos modelos de remuneração e sistemas de agendamento de turnos impostos por plataformas como Uber, 99 e iFood.
Pontos principais
- Motoristas de Uber e 99 contestam o modelo de 'passe para trabalhar', que reduz a rentabilidade.
- Entregadores do iFood criticam o sistema de agendamento de turnos por limitar a autonomia profissional.
- O movimento reivindica melhores condições de trabalho e maior transparência nas regras das plataformas.
- As paralisações refletem a tensão crescente entre trabalhadores e empresas de economia compartilhada no Brasil.
Motoristas e entregadores de aplicativos em todo o Brasil iniciaram uma onda de greves em protesto contra mudanças nas políticas de trabalho das plataformas. A insatisfação central dos motoristas de Uber e 99 recai sobre o modelo de 'passe para trabalhar', que, segundo a categoria, impacta negativamente a rentabilidade das corridas. Simultaneamente, entregadores do iFood manifestam-se contra a implementação do agendamento de turnos, argumentando que a medida restringe a autonomia e a flexibilidade que caracterizam o setor. As paralisações evidenciam o desgaste na relação entre os trabalhadores e as empresas de economia compartilhada, que enfrentam críticas constantes sobre a precarização das condições laborais e a alteração unilateral das regras de remuneração. O movimento busca pressionar as plataformas por negociações que garantam maior estabilidade financeira e respeito à autonomia dos prestadores de serviço.
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