Mercado reduz projeção da inflação para 2026 pela terceira semana
O boletim Focus do Banco Central aponta nova queda na estimativa do IPCA para 2026, que recuou para 5,15%, mantendo-se acima do teto da meta oficial.
Pontos principais
- A projeção para o IPCA em 2026 caiu de 5,16% para 5,15% no levantamento semanal.
- Esta é a terceira semana consecutiva de revisão para baixo nas expectativas inflacionárias.
- As estimativas do mercado permanecem acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.
- A projeção para a taxa Selic ao fim de 2026 foi mantida em 14% ao ano pela quarta semana.
- A expectativa de crescimento do PIB para 2026 permaneceu estável em 1,99%.
- A taxa de câmbio projetada para o fim de 2026 segue em R$ 5,20 por dólar.
- A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está agendada para os dias 4 e 5 de agosto.
O mercado financeiro revisou para baixo, pela terceira semana consecutiva, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026. Segundo dados do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, a estimativa passou de 5,16% para 5,15%. Embora o movimento indique um alívio nas expectativas, o índice ainda se posiciona acima do teto da meta de inflação definida pela autoridade monetária, mantendo o tema como um ponto central de atenção para a condução da política econômica no país. O cenário econômico brasileiro segue monitorando pressões externas, como a volatilidade nos preços do petróleo decorrente de tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Além da inflação, o relatório trouxe estabilidade para outros indicadores macroeconômicos importantes. A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi mantida em 1,99%, enquanto a taxa básica de juros, a Selic, permaneceu em 14,00% ao ano pela quarta semana consecutiva. A previsão para o câmbio ao final do período também não sofreu alterações, mantendo-se em R$ 5,20. O mercado agora volta suas atenções para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), agendada para os dias 4 e 5 de agosto, que definirá os próximos passos da política de juros.
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