Implementação do split payment na reforma tributária gera desafios
Novo sistema de recolhimento automático de tributos promete reduzir a sonegação, mas impõe desafios operacionais e de fluxo de caixa às empresas.
Pontos principais
- O split payment recolherá impostos automaticamente no momento da emissão da nota fiscal.
- A medida elimina o float tributário, impactando o capital de giro das companhias.
- A implementação ocorrerá de forma escalonada entre 2027 e 2033.
- Empresas precisarão investir em tecnologia para adaptar sistemas à nova infraestrutura.
A introdução do split payment como parte da reforma tributária brasileira visa combater a sonegação fiscal ao automatizar o recolhimento de tributos no ato da transação. Embora o modelo, inspirado em experiências internacionais como a da Itália, prometa maior eficiência na arrecadação, especialistas apontam riscos significativos para o setor privado. A principal preocupação reside na eliminação do float tributário, que atualmente serve como fonte de capital de giro para muitas empresas, além da complexidade operacional exigida pela transição.
O cronograma de implementação prevê um processo gradual a partir de 2027, com conclusão total em 2033. Durante esse período, as empresas deverão realizar investimentos em tecnologia para garantir a conformidade com o sistema governamental. Persistem, contudo, incertezas sobre a capacidade técnica da infraestrutura pública em processar créditos tributários em tempo real, o que pode elevar os custos operacionais e pressionar o fluxo de caixa das organizações durante a fase de adaptação.
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