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EUA suspendem ataques ao Irã para abrir espaço a negociações

Após 13 noites de bombardeios, os Estados Unidos pausaram as operações militares contra o Irã para viabilizar discussões diplomáticas sobre o Estreito de Ormuz, aliviando a pressão sobre o preço do petróleo.

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Foto: Aljazeera
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26/07 às 08:31 · atualizado 27/07 às 17:03

Pontos principais

  • Os Estados Unidos interromperam 13 noites consecutivas de ataques aéreos contra alvos iranianos.
  • O governo iraniano também suspendeu suas respostas militares, sinalizando uma trégua temporária.
  • Negociações técnicas estão sendo mediadas por Omã para definir novas regras de navegação no Estreito de Ormuz.
  • O embaixador americano na ONU, Mike Waltz, afirmou que o presidente Donald Trump concedeu margem para a diplomacia.
  • A decisão de pausar os ataques foi influenciada por alertas militares sobre o esgotamento de estoques de interceptores de mísseis.
  • O preço do petróleo Brent recuou mais de 7% nos mercados globais com a redução do prêmio de risco geopolítico.
  • Apesar da trégua, rebeldes houthis intensificaram ataques contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho.
  • Relatórios de inteligência dos EUA apontam preocupação com a postura do novo líder iraniano, Mojtaba Khamenei, sobre o programa nuclear.
  • O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, tem visita agendada à Casa Branca para discutir o cenário regional.

Os Estados Unidos suspenderam temporariamente os ataques aéreos contra o Irã após 13 noites consecutivas de ofensiva militar. A pausa, que já dura dois dias, foi confirmada por autoridades americanas e iranianas, marcando uma mudança de estratégia que visa abrir espaço para negociações diplomáticas. O foco central das discussões, mediadas pelo governo de Omã, é estabelecer novas regras de navegação e garantir a segurança do trânsito no Estreito de Ormuz, um dos pontos mais críticos para o fluxo global de petróleo. O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, reforçou que, embora o presidente Donald Trump priorize a via diplomática neste momento, a prontidão militar permanece elevada e todas as opções continuam sobre a mesa caso o diálogo fracasse. A decisão de recuar de uma escalada militar mais agressiva também reflete preocupações internas do Pentágono. Relatos indicam que o general Dan Caine alertou a administração Trump sobre o risco de esgotamento das defesas aéreas americanas na região, caso o conflito fosse ampliado. Além disso, a instabilidade econômica gerada pela alta de 27% no preço do petróleo Brent nas últimas semanas pressionou o governo a buscar uma solução que evitasse um choque inflacionário prolongado. O mercado financeiro reagiu positivamente à trégua, com o barril do petróleo recuando mais de 7% após o anúncio da interrupção dos bombardeios, refletindo a redução do prêmio de risco sobre a commodity. Contudo, o cenário regional permanece volátil. Enquanto EUA e Irã buscam um cessar-fogo, conflitos paralelos persistem, com rebeldes houthis intensificando ataques contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho. Paralelamente, a inteligência americana monitora de perto o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, cujas movimentações recentes em complexos subterrâneos fortificados elevaram o temor de que o país possa acelerar o desenvolvimento de capacidades nucleares. A situação geopolítica segue sob intensa observação internacional, com a visita do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, à Casa Branca prevista para a próxima semana, onde o futuro das tensões no Oriente Médio será o tema central da agenda com o governo Trump.

Fonte primária

Mike Waltz, embaixador dos EUA na ONU (entrevista, transcrição integral via CBS News Face the Nation)

Transcrição: embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, em "Face the Nation with Margaret Brennan", 26 de julho de 2026

Questionado por Margaret Brennan sobre a ausência de bombardeios na sexta e no sábado após 13 dias seguidos de ataques, e se a pausa serve para dar espaço às negociações em curso em Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz, Waltz responde: "É dar espaço à diplomacia. É dar um pouco de tempo à diplomacia", e destaca que Trump já tentou a via diplomática no ano passado e neste ano e é 'um presidente de paz'. Ele nega que a pausa seja um cessar-fogo fixo de 30 dias amarrado só à reabertura do Estreito: as conversas continuam 'nos mais altos níveis até o nível técnico', tratando tanto do programa nuclear quanto do Estreito de Ormuz, e 'a diplomacia não parou'. Recusa-se a dizer por quanto tempo os bombardeios ficarão suspensos, afirmando que a decisão cabe ao presidente. Credita a Omã um papel construtivo: "tenho que dar certo crédito a Omã, eles têm se engajado de forma útil". Confirma que Trump disse à Axios estar perto de decidir um ataque maior do que qualquer um anterior, que houve uma reunião importante na sexta-feira, mas que 'ainda não há decisão final' — isso ficará para quando o presidente decidir 'no momento certo'. Reforça que, apesar da pausa, ativos militares adicionais estão sendo movidos para a região e que o regime iraniano 'deveria acreditar no presidente' quando ele diz que as forças estão 'de prontidão' (locked and loaded) e que todas as opções continuam na mesa. Rebate a alegação de escassez de interceptores de precisão dos EUA, dizendo que a degradação do arsenal iraniano é maior que a americana.

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