Justiça bloqueia R$ 1,7 milhão de ex-prefeito e servidores no PR
Decisão judicial mira ex-prefeito de Paulo Frontin e 22 servidores por suposto esquema de desvio de verbas públicas entre 2017 e 2020.
Pontos principais
- O bloqueio de R$ 1,7 milhão atinge o ex-prefeito Gilberto Gruba, secretários e o contador municipal.
- A investigação aponta adulteração de contracheques e criação de rubricas irregulares para desvios.
- Recursos federais destinados ao combate à pandemia de Covid-19 teriam sido desviados pelo grupo.
- A fraude envolvia manipulação direta de arquivos bancários a partir do gabinete do Executivo.
- O Ministério Público move ação civil pública por improbidade administrativa contra os envolvidos.
A Justiça do Paraná determinou o bloqueio de R$ 1,7 milhão em bens do ex-prefeito de Paulo Frontin, Gilberto Gruba, e de 22 servidores públicos. A medida é resultado de uma investigação que aponta a existência de um esquema estruturado para o desvio de verbas municipais e federais entre 2017 e 2020. Segundo o Ministério Público, o grupo utilizava a manipulação de arquivos bancários e a adulteração de contracheques para institucionalizar o enriquecimento ilícito, desviando inclusive recursos destinados ao enfrentamento da pandemia de Covid-19. O juiz Italo Mario Bazzo Junior ressaltou a sofisticação da fraude, operada diretamente do gabinete do Executivo. A ação civil pública busca a condenação dos envolvidos por improbidade administrativa, o que pode resultar na perda de cargos públicos e na obrigatoriedade de ressarcimento integral aos cofres do município.
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