Freiras utilizam posição de acionistas para pressionar Big Techs
Congregação religiosa usa investimentos em ações para exigir maior transparência, ética e responsabilidade social das gigantes da tecnologia.
Pontos principais
- A Congregação das Irmãs de São José da Paz utiliza sua participação acionária para influenciar decisões corporativas.
- O grupo apresentou proposta na Palantir exigindo avaliação de impacto sobre direitos humanos no uso de IA.
- Religiosas confrontaram o Citigroup sobre financiamento de combustíveis fósseis, resultando na publicação de um relatório pelo banco.
- A estratégia é inspirada pela doutrina social da Igreja Católica e documentos sobre ética em tecnologia.
A Congregação das Irmãs de São José da Paz tem adotado uma estratégia de ativismo acionista para confrontar grandes corporações. Liderado pela irmã Susan Francois, o grupo utiliza sua influência para demandar mudanças em práticas de governança e direitos humanos. Recentemente, as religiosas apresentaram uma proposta na assembleia da Palantir exigindo uma avaliação de impacto sobre o uso de inteligência artificial, além de terem pressionado o Citigroup quanto ao financiamento de combustíveis fósseis na Amazônia. Embora algumas propostas não alcancem a maioria dos votos, o grupo considera o debate um sucesso para pautar conselhos de administração. Inspiradas pela doutrina social da Igreja Católica, as freiras reforçam que o uso do mercado de capitais é uma extensão de sua missão religiosa e um meio de cobrar transparência e ética no setor tecnológico global.
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