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Freiras utilizam ativismo acionário para pressionar Big Techs

Congregação religiosa usa participação em grandes empresas para exigir mudanças em políticas de direitos humanos e práticas ambientais.

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Foto: G1 - Economia
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24/07 às 09:15

Pontos principais

  • A Congregação das Irmãs de São José da Paz submete propostas em assembleias corporativas para influenciar decisões de gestão.
  • Religiosas pressionaram a Palantir por uma avaliação de impacto sobre o uso de IA pelo governo, obtendo 56% de apoio de acionistas minoritários.
  • O grupo obteve sucesso ao exigir que o Citigroup apresentasse um relatório sobre o financiamento de combustíveis fósseis na Amazônia.
  • A congregação afirma que os lucros obtidos com os investimentos são destinados ao custeio de cuidados de saúde para religiosas idosas.

A Congregação das Irmãs de São José da Paz tem adotado uma postura ativa no mercado financeiro, utilizando sua posição como acionista para confrontar grandes corporações sobre questões éticas e ambientais. O grupo justifica a estratégia como um meio de proteger a dignidade humana e a preservação ambiental, fundamentando suas ações em princípios religiosos. Recentemente, a congregação focou sua atuação na Palantir, exigindo maior transparência sobre o uso de tecnologias de IA, e no Citigroup, questionando o financiamento de projetos em áreas sensíveis como a Amazônia. Embora muitas de suas propostas enfrentem resistência nas assembleias, as religiosas consideram o apoio crescente de outros acionistas minoritários um sinal de mudança na governança corporativa. A prática levanta debates sobre o papel de investidores institucionais na fiscalização de políticas ESG em empresas de tecnologia e finanças.

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