Duplicata escritural deve destravar R$ 11 trilhões em crédito até 2026
A implementação da duplicata escritural promete reduzir fraudes e ampliar a oferta de crédito para empresas brasileiras a partir de 2026.
Pontos principais
- O registro eletrônico centralizado aumentará a rastreabilidade e a segurança jurídica dos títulos.
- A medida elimina a negociação múltipla de um mesmo recebível, garantindo a unicidade do ativo.
- A expectativa é de maior concorrência entre bancos e fintechs, reduzindo o custo final do crédito.
- O Banco Central planeja estender a escrituração para outros ativos, como a Cédula de Crédito Bancário (CCB).
A implementação da duplicata escritural, prevista para 2026, representa um marco na modernização do mercado de crédito brasileiro. Ao centralizar o registro de títulos de forma eletrônica, o sistema visa eliminar a prática de negociação múltipla de um mesmo recebível, um dos principais gargalos que elevam os riscos e os custos operacionais no setor. Com maior transparência e segurança jurídica, a medida deve destravar um mercado estimado em R$ 11 trilhões, facilitando o acesso ao capital de giro para empresas de diversos portes. A iniciativa deve intensificar a concorrência entre instituições financeiras tradicionais e fintechs, pressionando a redução dos spreads bancários. Além disso, o Banco Central sinaliza que a agenda de digitalização de ativos continuará, com planos para incluir a Cédula de Crédito Bancário (CCB) no novo modelo de escrituração nos próximos anos.
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