Janet Yellen projeta inflação acima de 2% nos EUA pelos próximos 5 anos
Em evento na Expert XP 2026, a ex-secretária do Tesouro citou tarifas, tensões geopolíticas e custos de infraestrutura como pressões inflacionárias.
Pontos principais
- Janet Yellen prevê que a inflação nos EUA permanecerá acima da meta de 2% no horizonte de cinco anos.
- Tarifas da administração Trump e conflitos no Oriente Médio foram apontados como fatores de pressão nos preços.
- Investimentos massivos em data centers e infraestrutura de IA têm elevado custos de energia e semicondutores.
- Yellen afirmou que, até o momento, a inteligência artificial não gerou ganhos de produtividade que reduzam a inflação.
- O Federal Reserve deve manter juros elevados enquanto monitora choques de oferta e riscos geopolíticos.
- A ex-secretária destacou que a situação fiscal americana é uma preocupação estrutural de longo prazo.
- O dólar segue como moeda de reserva global dominante, apesar da busca de países por alternativas.
Durante painel na Expert XP 2026, a ex-secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, apresentou uma perspectiva cautelosa sobre a economia americana, projetando que a inflação deve se manter acima da meta de 2% pelos próximos cinco anos. Segundo a economista, o cenário é pressionado por uma combinação de fatores, incluindo as tarifas impostas pela administração Trump, a escalada de conflitos geopolíticos no Oriente Médio e os altos custos associados a investimentos em infraestrutura e data centers.
Yellen também questionou o otimismo do mercado em relação à inteligência artificial como um motor imediato de desinflação. Ao contrário da década de 1990, quando ganhos de produtividade permitiram um ambiente de juros baixos, a economista argumentou que a IA tem impulsionado custos de insumos, como eletricidade e semicondutores, sem ainda comprovar melhorias na produtividade agregada. Diante desse quadro, ela reforçou que o Federal Reserve deve manter uma postura de cautela, mantendo os juros elevados para conter choques de oferta e pressões fiscais estruturais, embora tenha reafirmado a resiliência do dólar como a principal moeda de reserva global.
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