Modelo de leilão da Régis Bittencourt vira referência para concessões
A vitória da EPR no leilão da Régis Bittencourt introduz um modelo de concessão que permite a troca de controle sem encerrar o contrato vigente.
Pontos principais
- O leilão, realizado em 23 de julho de 2026 na B3, abrange 383 quilômetros entre São Paulo e Curitiba.
- O novo formato evita a relicitação tradicional, reduzindo burocracia e riscos de paralisação de obras.
- A EPR venceu o certame com um desconto de 22,5% na tarifa de pedágio, consolidando sua posição no setor.
- A mudança no controle acionário garante a continuidade operacional e a manutenção dos investimentos previstos.
O leilão da rodovia Régis Bittencourt, realizado na sede da B3 em 23 de julho de 2026, estabeleceu um precedente importante para o setor de infraestrutura brasileiro. Ao permitir a alteração do controle acionário sem a necessidade de encerrar o contrato vigente, o modelo contorna os entraves da relicitação tradicional, mitigando riscos de interrupção nas obras e reduzindo a burocracia estatal. A vitória da EPR, com um desconto de 22,5% na tarifa de pedágio para o trecho de 383 quilômetros entre São Paulo e Curitiba, marca a ascensão da empresa como um dos principais operadores do país. A relevância desta estratégia reside na sua capacidade de servir como benchmark para outras concessões rodoviárias, desde que mantido o equilíbrio entre a competitividade das tarifas e a viabilidade financeira necessária para a execução das melhorias exigidas nos contratos.
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