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EPR vence leilão da BR-116 com deságio de 22,53% e prevê R$ 7,2 bi

A EPR arrematou a concessão da rodovia Régis Bittencourt na B3, prometendo R$ 7,2 bilhões em investimentos e redução nas tarifas de pedágio.

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Foto: Times Brasil
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23/07 às 05:31 · atualizado 17:02

Pontos principais

  • A EPR venceu o leilão da BR-116 (Régis Bittencourt) com um deságio de 22,53% sobre a tarifa de pedágio.
  • O contrato de 15 anos prevê um capex de R$ 7,2 bilhões para modernização e expansão da via.
  • As obras incluem a duplicação de 69 km de pistas, além de melhorias em túneis e faixas adicionais.
  • A disputa na B3 contou com a participação da Motiva e da atual operadora, Arteris.
  • Estudo do IBRE/FGV estima que cada R$ 1 milhão investido na rodovia gera 24 empregos e R$ 2,47 milhões em produção.
  • O modelo de leilão de otimização permitiu a troca de controlador sem extinguir o contrato vigente.
  • A rodovia é um eixo estratégico para o escoamento de cargas entre São Paulo e Curitiba.

A empresa EPR Participações, joint venture entre Equipav e Perfin, venceu nesta quinta-feira (23) o leilão de concessão do trecho de 383 km da rodovia BR-116, conhecida como Régis Bittencourt, que conecta São Paulo a Curitiba. A proposta vencedora apresentou um deságio de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio, superando as ofertas da Motiva e da Arteris, que operava a via até então. O certame foi realizado na B3, em São Paulo, sob o formato de leilão de otimização, que permite a transição de controlador sem a interrupção das operações.

O novo contrato, com vigência de 15 anos, prevê um aporte de R$ 7,2 bilhões em investimentos. O plano de obras contempla a duplicação de 69 km de pistas e melhorias estruturais significativas, visando aumentar a capacidade logística da rodovia. Segundo analistas, a via é considerada um ativo premium, com margens EBITDA historicamente superiores a 70%, o que justificou a intensa disputa entre os grupos empresariais interessados no ativo.

O impacto econômico da concessão é projetado como positivo para a logística regional e o escoamento da produção agrícola e industrial. De acordo com um estudo do IBRE/FGV, o volume de investimentos previsto deve gerar um efeito cascata na economia, com a criação de empregos e estímulo à produção. A modernização da infraestrutura busca reduzir o chamado 'Custo Brasil', beneficiando diretamente os setores de comércio atacadista e agropecuária que dependem do eixo entre o Sul e o Sudeste.

Esta é a oitava concessão conquistada pela EPR desde 2022 e a quinta rodovia repactuada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sob o modelo de otimização. A redução da tarifa de pedágio entrará em vigor após a homologação oficial do resultado e a conclusão do processo de transição entre a antiga e a nova concessionária.

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