Justiça proíbe bets de usar imagem de atletas em apostas
Decisões judiciais impedem casas de apostas de utilizar nomes e desempenho de jogadores em mercados personalizados devido a riscos de assédio.
Pontos principais
- Atletas como Ricardo Bueno e Guilherme Marques obtiveram liminares contra plataformas de apostas.
- A proibição foca em mercados que utilizam o desempenho individual, como gols e cartões, para apostas.
- Advogados argumentam que a exposição de atletas em bets aumenta o risco de assédio e ameaças por parte de apostadores.
- O clube Barra Mansa também solicitou a exclusão de sua marca de plataformas sem autorização prévia.
- Casas de apostas notificadas podem sofrer multas diárias e bloqueios caso não removam os dados dos jogadores.
Atletas brasileiros conquistaram decisões judiciais que proíbem casas de apostas de utilizar seus nomes e imagens em mercados de apostas individualizadas. A medida, que já atinge jogadores como Ricardo Bueno e Guilherme Marques, questiona a prática de oferecer apostas baseadas em estatísticas de desempenho, como a quantidade de gols ou cartões recebidos por um atleta específico. Segundo a defesa, a exposição direta dos jogadores nessas plataformas aumenta significativamente o risco de assédio e ameaças por parte de apostadores insatisfeitos com os resultados.
Além dos jogadores, clubes como o Barra Mansa também buscam impedir o uso não autorizado de suas marcas em plataformas de apostas. As decisões judiciais destacam a preocupação com a integridade física dos profissionais e a proteção de suas reputações diante do crescente cenário de manipulação de resultados no esporte. As empresas notificadas estão sujeitas a multas diárias e bloqueios caso não removam os dados dos atletas de seus sistemas.
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