Irã ameaça atacar bases britânicas usadas pelos EUA em bombardeios
Teerã classificou instalações militares no Reino Unido como alvos legítimos após o uso de bases britânicas em ataques aéreos contra o território iraniano.
Pontos principais
- O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica declarou que bases britânicas que hospedam aeronaves americanas são alvos legítimos.
- A ameaça foi motivada pelo uso da base aérea de Fairford, na Inglaterra, em missões de bombardeio dos EUA contra o Irã.
- O governo do Reino Unido afirmou estar preparado para se defender, mas negou apoio a missões ofensivas americanas.
- Londres reiterou que autoriza apenas operações defensivas a partir de seu território.
- A tensão ocorre em meio à 13ª noite consecutiva de ataques aéreos dos EUA contra infraestruturas militares iranianas.
- O conflito, retomado em julho de 2026, tem registrado bombardeios diários e impactos no transporte marítimo global.
- O Irã também criticou o plano de Donald Trump de confiscar ativos iranianos para indenizar danos a navios.
O governo do Irã elevou a tensão do conflito regional ao classificar bases militares do Reino Unido como alvos legítimos. A declaração da Guarda Revolucionária Islâmica surge como resposta ao uso de instalações britânicas, especificamente a base aérea de Fairford, para o suporte de missões de bombardeio realizadas pelos Estados Unidos. A ameaça representa uma potencial expansão geográfica do confronto, que até então estava concentrado no Oriente Médio e no Estreito de Ormuz. Em resposta, o governo britânico afirmou estar preparado para se defender de possíveis ataques, embora tenha enfatizado que seu território é utilizado apenas para operações defensivas, negando qualquer participação direta em missões ofensivas americanas.
Este episódio ocorre em um momento de escalada militar intensa, com as forças dos EUA completando a 13ª noite consecutiva de ataques contra infraestruturas iranianas. O conflito, que se intensificou em julho de 2026, tem gerado impactos significativos no transporte marítimo global, com um bloqueio naval que já forçou o desvio de 12 navios comerciais. Paralelamente, o presidente Donald Trump anunciou planos de confiscar ativos iranianos para indenizar danos a embarcações, medida classificada por Teerã como um precedente perigoso para a segurança financeira global. A situação mantém líderes internacionais em alerta, temendo que a retórica beligerante e a ampliação dos alvos militares resultem em uma crise de proporções ainda maiores na região.
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