Fim da 'taxa das blusinhas' não deve afetar varejo nacional, diz estudo
Pesquisa da Plano CDE aponta que a maioria dos consumidores manterá compras no Brasil mesmo com a eventual revogação do imposto sobre importações.
Pontos principais
- Estudo indica que 66% dos consumidores seguiriam comprando no varejo nacional caso a taxa de 20% seja revogada.
- A medida provisória que propõe o fim do imposto para compras de até US$ 50 aguarda votação no Congresso até 8 de setembro.
- Fatores como disponibilidade de produtos e experiência de compra superam o preço na decisão final do consumidor.
- A Amobitec defende que o foco para aumentar a competitividade deve ser a redução do 'Custo Brasil' e da burocracia.
Uma pesquisa realizada pela consultoria Plano CDE, encomendada pela Amobitec, sugere que a possível revogação da chamada 'taxa das blusinhas' não deve provocar uma migração em massa de consumidores para plataformas estrangeiras. O levantamento revela que 66% dos brasileiros pretendem manter suas compras no varejo nacional independentemente da manutenção do imposto de 20% sobre importações de até US$ 50. Segundo especialistas, a decisão de compra é influenciada por elementos como a agilidade na entrega e a disponibilidade imediata de produtos, fatores que pesam mais do que a variação de preço para grande parte do público. A medida provisória que trata do tema ainda depende de aprovação pelo Congresso Nacional até o dia 8 de setembro. A Amobitec argumenta que o debate sobre a competitividade do setor deve priorizar a redução do 'Custo Brasil' e a simplificação burocrática em vez da taxação de importações.
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