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Ações do Banco do Brasil sobem 3,5% após nova medida para o agro

Papéis do BB (BBAS3) avançaram com a expectativa de redução da inadimplência rural após a publicação da Medida Provisória 1.376/2026.

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Foto: valorinveste.globo.com
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23/07 às 09:56

Pontos principais

  • As ações do Banco do Brasil (BBAS3) encerraram o pregão de terça-feira (21) com alta de 3,5%, cotadas a R$ 20,88.
  • A Medida Provisória 1.376/2026 permite a renegociação de dívidas de produtores rurais com prazos de até 10 anos e carência de 2 anos.
  • O governo federal estima que o programa de reestruturação de dívidas possa somar até R$ 100 bilhões em negociações.
  • Analistas do Bank of America projetam que a medida pode beneficiar cerca de 10% da carteira de crédito total do banco.
  • A diretoria do banco sinalizou a investidores que a medida deve reduzir a necessidade de provisões e o índice de inadimplência (NPL) no segundo semestre.
  • Apesar do alívio no curto prazo, instituições como o BofA e o Safra mantêm cautela devido a desafios estruturais no setor agrícola.

As ações do Banco do Brasil registraram forte valorização na última terça-feira, descolando-se da estabilidade do Ibovespa. O otimismo do mercado foi impulsionado por reuniões entre a diretoria da instituição e investidores, nas quais foram discutidos os impactos positivos da Medida Provisória 1.376/2026. A norma cria um programa de reestruturação para dívidas do setor rural, oferecendo taxas de juros de até 12% ao ano e prazos estendidos, o que deve conter a formação de novos créditos inadimplentes durante o pico de vencimentos do setor.

Embora o banco enfrente um cenário de inadimplência elevado no agronegócio — que atingiu 6,2% no primeiro trimestre de 2026 —, a expectativa é de que o programa melhore a qualidade dos ativos e reduza a necessidade de provisões a partir do quarto trimestre. Analistas destacam que, ao facilitar a regularização dos produtores, o banco consegue mitigar o reconhecimento de perdas, embora mantenham cautela sobre a recuperação estrutural do setor agrícola a longo prazo.

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